Aparte
Padre Inaldo acredita que trabalho como prefeito de Socorro “pede uma continuidade” depois de 2020
4c1d3455a9f38647

Padre Inaldo: “Posso dizer que o Governo do Estado tem sido um aliado da gestão municipal em Socorro.

Em 2016, o deputado estadual Inaldo Luis da Silva, PCdoB, se elegeu prefeito de Nossa Senhora do Socorro, o segundo maior município do Estado – em 2012, ele havia perdido para Fábio Henrique de Carvalho, PDT, que tentativa a reeleição.

Hoje, às vésperas de fechar o terceiro ano de Governo, o Padre Inaldo evita tratar de sucessão de si mesmo, mas não tem dúvida de um aspecto elementar: o de que sua gestão lhe garante um passaporte eleitoral para renovar o mandato no ano que vem.

“Acredito plenamente nisso. Até aqui eu e minha equipe temos feito um trabalho de organização das contas públicas, de valorização dos servidores e de iniciativas contundentes em áreas importantes, como saúde e educação. Por isso tenho certeza de que esse trabalho pede uma continuidade”, diz o Padre Inaldo nesta breve entrevista concedida à Coluna Aparte, na qual fala de obras e das parcerias com membros da bancada de Sergipe em Brasília para o bem-estar da gestão municipal. Leia. 

Aparte - Padre, o conceito que o senhor tem de sua gestão lhe indica que ela lhe autoriza a tentar uma reeleição?
Padre Inaldo -
Sim. Acredito plenamente nisso. Até aqui eu e minha equipe temos feito um trabalho de organização das contas públicas, de valorização dos servidores e de iniciativas contundentes em áreas importantes, como saúde e educação. Por isso tenho certeza de que esse trabalho pede uma continuidade.

Aparte - Em que áreas este conceito é melhor?
PI -
Na Educação, por exemplo, já entregamos quatro creches que seguem os padrões determinados pelo FNDE, que são muito bons. Temos realizado reformas significativas das escolas municipais; conseguimos um bom resultado no último IDEB; implantamos uma gestão participativa, e somos um dos únicos municípios do Estado a pagar o piso salarial dos professores. Esses são só alguns exemplos, mas temos feito um trabalho significativo em todas as áreas.

Aparte - Que obras ou ações de Governo dependeriam de uma segunda gestão do senhor para seguir em frente?
PI -
Temos encaminhado muitos recursos na área de infraestrutura urbana, com reformulação de projetos e também a criação de novas propostas. Como eu disse, temos feito um trabalho de organização que faz parte de um planejamento que pede continuidade para dar certo. 

Aparte - Já deu para sentir algum resultado administrativo da sua parceria com o Governo do Estado?
PI -
Eu tenho dialogado cotidianamente com órgãos como a Companhia Estadual de Habitação e Obras - Cehop - e a Deso, que têm me ajudado significativamente na administração do município dentro de suas áreas competentes. Além disso, recentemente fechamos uma parceria com Ipesaúde, que proporcionou assistência médica aos servidores do município. Então eu posso dizer que o Governo do Estado tem sido um aliado da gestão municipal em Socorro.

Aparte - E da esfera federal, tem vindo alguma coisa consistente para Socorro?
PI -
O que eu posso dizer é que, mesmo diante da crise, nossos amigos não têm deixado de nós apoiar. Aqui no município temos um grande parceiro que é o ex-deputado André Moura com os recursos provenientes de emendas parlamentares que ainda estão chegando. Também posso citar os recursos do Minha Casa, Minha Vida, provenientes do Ministério das Cidades, que possibilitou a construção de mil casas populares aqui no município.  

Aparte - Como tem sido a sua relação com os 11 sergipanos que compõem o Congresso Nacional? Eles ajudam à sua gestão?
PI -
É uma relação amigável, onde eles nos ajudam dando sinal de que se preocupam de fato com Sergipe. Por exemplo, o deputado federal Laércio Oliveira é um que eu posso citar e que tem sido um aliado importante da gestão. Mas eu tenho dialogado com todos eles, sem fazer distinção, inclusive fazendo visitas aos gabinetes de cada um em Brasília.

Aparte - Incomoda-lhe o quantitativo de pré-candidaturas a prefeito de Nossa Senhora do Socorro?
PI -
Não me incomoda. Temos um projeto consistente para mostrar à população e é nisso que estou focado. 

Aparte - Como foi a sua relação nestes quase três anos com Betinho, o vice-prefeito da cidade?
PI - Eu costumo dizer que Betinho é um vice-prefeito que trabalha e não dá trabalho. É um político jovem, atuante, e com muita vontade de fazer a diferença. Então só tenho a agradecer a ele. 

Aparte - Se o senhor e as suas circunstâncias necessitassem da vaga de vice-prefeito para atrair um grupo político a mais na sucessão, Betinho compreenderia?
PI -
Apesar de eu estar aberto ao diálogo, este assunto é relativo às eleições. Portanto, será tratado somente em 2020.

Aparte - Uma fonte ligada ao senhor disse a esta Coluna Aparte que Zé Franco teria dado sinal de uma parceria com o senhor, indicando o vice em 2020. Zé negou. O que o senhor sabe disso?
PI –
Sei que tenho tido um bom diálogo com Zé Franco. Desde o início ele demonstrou respeito pelo meu trabalho, inclusive me apoiando em 2014. Mas, como eu disse, sobre as eleições falaremos no momento certo.