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Luís Fernando Silveira de Almeida: sem chances de mais armas gerar paz e tranquilidade
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Luís Fernando Silveira de Almeida: sem chances de mais armas gerar paz e tranquilidade

Mais armas, mais mortes. Mais violência e menos bem-estar na segurança pública. Esta é a tese central que vem sendo defendida por muitos estudiosos das consequências do Decreto Presidencial 9.785, de 7 de maio de 2019, baixando e já remendado pelo presidente Jair Bolsonaro, PSL, ampliando os direitos de porte e posse de armas de fogo pelos brasileiros.

Um destes estudiosos é o coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de Sergipe Luís Fernando Silveira de Almeida, secretário Municipal da Defesa Social e da Cidadania de Aracaju. Luis Fernando fecha questão: a atitude do Governo Federal é péssima para os chamados “cidadãos de bem”, para os organismos de segurança pública e para todos os demais.

E é em nome desta visão que Luís Fernando Silveira de Almeida é o convidado da Entrevista Domingueira do Portal JLPolítica deste final de semana. Ele não deixa pedra sobre pedra e desmonta quaisquer indícios de virtudes no decreto 9.785.

“Mais do que a ampliação absurda do direito ao porte e posse, a impressão que dá é a de que foi algo feito a toque de caixa. Debate não houve. Parece-me inconstitucional, uma vez que altera profundamente o Estatuto do Desarmamento, que é lei”, diz Luís Fernando.

Para Luís Fernando, é mais que falsa a chance de mais armas gerar mais segurança e tranquilidade para a sociedade. “A lógica do medo impõe mais violência. Se a ordem é atirar pra matar, o contraditório é atirar para não morrer. Não existe mais o “teje” preso. É chumbo. Daí a polícia que mais mata, vai ser, sempre, a que mais morre”, diz ele.

A Entrevista com o coronel Luís Fernando Silveira de Almeida vai estar disponível às 20h deste sábado aqui no JLPolítica. Acesse.

Foto: Silvio Rocha