Aparte
Relações entre prefeito e vice de Boquim não são mais as mesmas
4e364fb471a20520

Chicão Almeida: algo trincou na relação com Eraldo

Em Boquim, são dadas como rompidas as relações de poder entre o prefeito Eraldo Andrade, o Eraldo do Cabeça Danta, SD, a e o vice-prefeito Francisco Almeida, o Chicão, PT.

Chicão Almeida tenta passar panos quentes na situação, mas deixa transparecer o choque. “Tiveram desavenças que acho que são normais, naturais, mas estamos passando por uma fase de arrumação de algumas coisas. Temos que conversar”, diz Chicão.

E completa: “Houve realmente algumas situações de mal-estar. Até agora, pelo menos, não me comunicou rompimento. Veja, no casamento, no namoro, no noivado, não há momentos de dificuldade? Em política também seria nada mais que normal. Eu acho que é por aí”.

“Não é aquela coisa de fissura de um sair xingando o outro. Às vezes é questão de avaliação, de interpretação sobre determinadas coisas. Você valora de uma forma e a pessoa valora de outra. Você tem o entendimento de uma determinada situação e a outra pessoa tem outro. Infelizmente provoca um mal-estar, alguma coisa desse tipo”, diz ele.

Chicão Almeida sempre teve um estilo mais voltado para a transigência e menos pro enfrentamento. “Eu sou um partícipe da gestão, mas ela não é exatamente minha. Eu contribuo, colaboro e tento ajudar”, diz ele.

“O prefeito tem sido receptivo, mas sabe-se como é o papel de vice. É um negócio ingrato, por mais que você trabalhe. Mas não diria que houve um rompimento. Nem eu tive essa conversa com Eraldo. Nem ele teve essa conversa comigo”, diz ele.

Mas de algum modo, Chicão Almeida deixa transparecer desconforto com o fato de não ter espaço decisivo no Governo. “Nunca aceitei aquela história de ser uma rainha da Inglaterra. De ficar no poder, indo para casa e só passando no final do mês o cartão no banco. Você arca com as consequências disso aí”, diz.

Diante disso, o vice-prefeito não tem noção se a dobradinha entre ele e Eraldo se repetirá em 2020. “Não sei se há a possibilidade de sair novamente a mesma chapa. Não depende só do meu desejo. E às vezes não depende do desejo dele também. Depende de muitos fatores. Grupo, você sabe como é. Há interesses de todas as partes. O momento de eleição é um quadro. O momento de reeleição, é outro completamente diferente”, analisa.

“Vamos conversando com o nosso pessoal e veremos qual é o melhor caminho a seguir. Com certeza, no momento certo a gente vai dizer à sociedade qual é o caminho que a gente imagina que seja o melhor para a gente, para o nosso projeto e para o grupo”, afirma o vice.