Aparte
Nos ataques à UFS, Jouberto Uchoa de Mendonça mostrou que não é omisso
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Jouberto Uchoa de Mendonça: atitude alvissareira

Uma fonte da Universidade Federal de Sergipe garantiu nesta quinta-feira, 16 de maio, a esta Coluna Aparte que o reitor da Universidade Tiradentes, Jouberto Uchoa de Mendonça, foi solidário ao reitor da Universidade Federal de Sergipe, Ângelo Antoniolli, no episódio das críticas comparativas e depreciativas de uma a outra universidade feitas pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e em desfavor da UFS.

Um telefonema de Jouberto Uchoa a Antoniolli, no auge da crise, teria caído no colo dos que fazem a UFS como uma espécie de “conforto e de profundo amparo” em face da crítica sofrida pela instituição pública. A percepção geral na UFS foi a de que Uchoa teria sido “cavalheiro e ético” ao ressaltar que via a UFS e a Unit como siamesas. Parceiras.

Claro que, por uma questão de lógica, o mantenedor da Unit não saiu com uma nota pública em defesa da UFS. Há que se entender isso. Pela fala de Onyx Lorenzoni, a instituição dele saiu muito bem-postada. Mas a grandeza de Uchoa de Mendonça foi a de não ficar omisso diante dos fatos, ainda que tivesse agido no privado - mas isso certamente conta muito.

Aliás, a previsão dessa postura do fundador da Unit já havia sido prenunciada pela Coluna Aparte desde o dia o dia 3 de maio e foi externada na nota Fala de Onyx Lorenzoni contra UFS desperta fúria e repúdios em Sergipe.

Veja o que foi dito num dos trechos de Aparte: “É previsível supor que a deselegante pantomima do ministro da Casa Civil do Governo de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, depreciando a Universidade Federal de Sergipe - UFS - e exaltando a Universidade Tiradentes - Unit -, aquela pública e esta particular -, não tenha agradado nem mesmo aos donos da Unit”.

E completava: “Não agradou porque não foi algo fidalgo, cordial ou cavalheiro. Foi grotesco, pedante e bem fincado em desinformação, preconceito e disposição para acabar com ensino superior gratuito. E, pelo que se viu a seguir como desdobramento, para lá de irreal no que diz respeito à depreciação da UFS”.

E arrematava: “Jouberto Uchoa de Mendonça, o professor que há 57 anos constrói pedra por pedra a Unit e a reitora hoje, nunca foi homem de enfrentamento à UFS. Nunca partiu para a deselegância contra ela. Não o fez porque não é do estilo dele, mas muito mais por saber que uma instituição não compete com a outra. No fundo, Uchoa deve entender bem o quanto significa para Sergipe a existência da UFS, que nasce concomitantemente com a sua Unit. Sergipe jamais seria o mesmo não fosse a existência da UFS - e disso o desinformando Onyx não faz a menor noção”.

Ao tomar conhecimento, quase 15 dias depois, do gesto de Jouberto Uchoa em direção ao reitor Ângelo Antoniolli, as constatações da nota do dia 3 de que Uchoa sabe “que uma instituição não compete com a outra” e de que “no fundo, Uchoa deve entender bem o quanto significa para Sergipe a existência da UFS, que nasce concomitantemente com a sua Unit” soam com profunda assertividade no jornalismo de opinião, como fora o da nota “Fala de Onyx Lorenzoni contra UFS desperta fúria e repúdios em Sergipe”.

É isso. E assim a vida segue.