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Emília Corrêa defende oposição ampliada com Eduardo Amorim e Valadares Filho
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Emília Correa: de olho num projeto maior sem individualizar

A vereadora de Aracaju, Emília Corrêa, Patriota, disse nesta segunda-feira, 4, que o momento político da capital sergipana abre espaço para uma ação política mais aguerrida do grupo ao qual ela pertence ao lado do senador Alessandro Vieira e Emerson Ferreira, Cidadania, Milton Andrade, Novo, e outros nomes opositores.

“Tem sim, esse espaço. Tanto é que a gente está gerando uma inquietação descomunal no mundo político de Aracaju, extensivo ao resto de Sergipe. A gente sente essa sensação vinda dos políticos da situação. Eles denunciam essa inquietação pelo espaço que estamos ocupando. Isso é uma garantia de que temos esse espaço na política local”, diz a vereadora.

Mas Emília Corrêa diz que gostaria de ver esse espaço ocupado por um grupo maior de oposicionistas, para bem além do Patriota, do Novo e do Cidadania. “O que me preocupa é se a oposição vai estar unida por inteiro - e quando eu falo oposição, me refiro a oposição macro de Sergipe, que deveria ser uma só, simbolizada por Eduardo Amorim e Valadares Filho”, diz ela.

“Isso deveria ser da Capital e de Sergipe, mas a gente não nota essa pulsação. Cadê essa oposição de antes, que a gente não vê mais tensionar? Eles não eram oposição? A gente não vê mais, e precisa ver essa oposição toda unida, num sentido único”, reforça.

“Isso ganharia força, porque nós estamos lutando contra um sistema, contra uma máquina poderosíssima, sinalizada em Belivaldo Chagas, Edvaldo Nogueira e tantos outros aliados. Eu fico no aguardo. Quero que o grupo se fortaleça, porque Aracaju merece uma nova opção e nem sempre esses mesmos, repetidos e reprovados, pelo menos por boa parte do eleitorado. É preciso lembrar que a máquina está funcionando e não vai parar de funcionar”, diz a vereadora.

No núcleo mais próximo dela, Emília Correa se recusa a avançar na análise de probabilidades de quem deve vir a ser o candidato a prefeito de Aracaju em 2020. “O grupo coloca três nomes - o meu, o de Milton Andrade e o de Dr. Emerson Ferreira - como pré-candidatos a prefeito de Aracaju. Mas não tem nada definido”, diz.

“Até porque nós estabelecemos juntos critérios de pesquisas qualitativas, discussões, conversações com pessoas, o fato de ser conhecido junto aos populares da cidade e ao mesmo tempo ter conhecimento sobre Aracaju para só depois decidir. Eu, pessoalmente, nunca tive desejo pessoal nem de militar em política partidária. Comigo, as coisas vão acontecendo. O que eu tenho nesse momento é o objetivo de continuar trabalhando para servir Aracaju, não importando a função que eu exerço, nem a que eu venha a disputar”, completa.

Para Emília, tudo tem de passar pelo esfera do grupo, numa abrangência coletiva. “Se a função de prefeito couber para mim, naturalmente terá de haver o interesse do grupo, e só depois disso é que deve vir a questão pessoal. Hoje, o que vale é o trabalho pelo fortalecimento do grupo da gente, e fortalecer significa deixar as pessoas apreciarem o trabalho de cada um e do conjunto. Eu, no pessoal, não me posicionei sobre isso. Trabalho pelo fortalecimento grupal. Não quero me antecipar em nada”, diz.