Aparte
Fábio Henrique estranha que Marcos Santana tenha trabalhado contra sua eleição de deputado
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Fábio: “Ele chamava a liderança política e dizia: “vote em qualquer um, menos em Fábio Henrique”

No centro das razões apresentadas aqui nesta Coluna Aparte na semana passada pelo deputado federal Fábio Henrique de Carvalho, PDT, para que ele e seu irmão vice-prefeito Adilson Júnior, PDT, pulassem fora da aliança com o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, MDB, estava o centralismo de Marcos. Estava, segundo os de Carvalho, a falta de harmonia no compartilhamento da decisões em torno do poder.

Mas o deputado Fábio Henrique de Carvalho deixou vazar uma mágoa mais de fundo político em toda esta questão – e vai aqui e agora revelada. “O mais grave é que na eleição de deputado federal Marcos Santana não votou em mim”, pondera.

Fábio Henrique até admite uma quase naturalidade nessa atitude do prefeito. Entende, diz ele, uma certa realidade precedente à aliança entre eles. “Ele não votou em mim até porque tinha um entendimento prévio com Fábio Reis, e eu respeitei”, pondera e atenua.

Pondera e atenua, no entanto, com senões. “Mas o que fez Marcos Santana: ele votou em Fábio Reis e votou em João Daniel. Portanto, ele votou em dois deputados federais”, relembra Fábio.

Até aí, Fábio toleraria o comportamento de Marcos Santana. Mas denuncia algo mais grave nessa atitude do prefeito. “Não é que ele não tenha votado em mim. É que ele fez campanha contra mim”, sustenta.

“Marco chamava a liderança política e dizia o seguinte: “vote em qualquer um, menos em Fábio Henrique”. Mas por quê? Porque ele imaginava que se eu fosse mais votado do que o candidato dele na eleição de São Cristóvão - e eu fui muito bem votado, uma vez que tive três mil votos e fico muito grato -, Adilson iria crescer para ser candidato a prefeito”, desenha Fábio Henrique.

Aqui, a mágoa de Fábio migra para cobrança. “Então veja: eu, que servi tanto a Marcos, ajudei tanto na eleição dele, e quando foi na minha eleição, o que eu recebi de reciprocidade foi o cara operando contra mim”, rechaça o deputado.

Apesar de tudo isso, Fábio Henrique diz que não colocará o seu mandato de deputado federal contra os interesses de São Cristóvão e da gestão especificamente de Marcos Santana. Descarta, até, que possa haver mágoa da sua relação com o prefeito sancristovense.

“Não há, em relação a Marcos, mágoa ou ressentimento. No que ele precisar de mim, enquanto deputado federal, estou à disposição, até porque eu tive uma votação muito boa em São Cristóvão. Mas, politicamente, ele tem um estilo: é o estilo de governar sozinho”, insiste.

Diante de tudo isso, politicamente Fábio Henrique acha “que não tem volta” na parceria com Adilson Júnior, e que a candidatura de seu irmão vai ser a prefeito.