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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Otávio Sobral faz gestão desastrosa, média 4, e não pode ir à reeleição, diz vice de Itaporanga
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Francinaldo Alves: “A gestão de Otávio Sobral foi e está sendo muito desorganizada”

O prefeito Otávio Silveira Sobral, PSDB, faz uma gestão tão desastrosa em Itaporanga D’Ajuda que o povo deve dizer não se ele for para uma reeleição no próximo ano. Esta avaliação é do próprio vice-prefeito da cidade, Francinaldo Alves, por enquanto filiado ao Pros.

Francinaldo, assim como Otávio, já foi vereador da cidade antes, e hoje, como dissidente do companheiro de gestão, trabalha a possibilidade de construir uma candidatura à sucessão de Itaporanga do ano que vem. A visão, no entanto, que Francinaldo tem da gestão de Otávio Sobral é a pior possível, ao ponto de achar que o chefe do Executivo itaporanguense não reúne condições de pleitear um novo mandato.

“Já vi gestão um pouco menos desastrosa que essa de Otávio Sobral que o povo de Itaporanga D’Ajuda disse não nas urnas de uma reeleição”, compara Francinaldo Alves. Mas qual é mesmo o grau de desastre do Governo que Otávio Sobral faz em Itaporanga, e de que tanto fala Francinaldo?

“A gestão de Otávio Sobral foi e está sendo muito desorganizada. Acho que houve uma falta de comprometimento muito grande da parte dele com a população. A gente sabe que as coisas não são fáceis, principalmente na época de hoje. Mas Itaporanga está como a oitava economia municipal de Sergipe e acho que tinha tudo para a cidade estar numa situação mais confortável na parte da administração”, diz o vice-prefeito.

Segundo Francinaldo Alves, a saúde e a educação públicas são dois setores da gestão de Itaporanga nos quais o desastre de que ele fala mais saltam aos olhos. “Basta você entrar da cidade e visitá-la por dentro. Visite as escolas. O Governo de Otávio Sobral não conseguiu dar uma mínima pintura nelas. O que se vê hoje são escolas degradadas. Até se você chegar na própria sede da Secretaria da Educação percebe isso no aspecto do prédio”, diz o vice.

“Várias escolas foram fechadas, porque, segundo o prefeito, a quantidade de alunos era pequena e por isso não compensaria mantê-las abertas. Vários povoados em Itaporanga ficaram sem uma escola, que era às vezes a única presença do município naquelas comunidades. Para você ter uma ideia, algumas escolas são fechadas com menos de 10 anos de construídas. Se você chegar hoje para fazer uma matéria vai ver o abandono que está. Eu até sugeri a ele que mandasse um projeto para a Câmara, no caso de uma delas, para que pudesse doar àqueles que não tinham residência para morar. Que a Câmara autorizasse que eles reconstruíssem ali duas casas”, revela Francinaldo.

O senhor diria que o estado a que se chegou nas escolas não tem justificativa? Esta pergunta foi feita a Francinaldo pela Coluna Aparte. “No meu ponto de vista, não tem. Principalmente a questão de como ficaram após o fechamento. Algumas delas você poderia usar como postos de saúde. Um médico chegou a ir em uma delas algumas vezes, mas disse que não tinha condições de atender ali, porque sequer a limpeza estava sendo feita pela Prefeitura. O médico teve que atender em um outro local e as pessoas que se deslocar para outro povoado”, responde Francinaldo.

“Na saúde, uma das coisas que tem pesado muito negativamente é a questão dos medicamentos. Recentemente estive conversando com uma pessoa que ainda é aliada de Otávio - não vou citar nomes para não comprometer -, e essa pessoa me disse o seguinte: “Olha, Francinaldo, uma coisa que lhe digo é que nenhum prefeito de Itaporanga nos últimos anos teve tanto recurso para a saúde como está tendo Otávio”, revela Francinaldo.

O vice-prefeito Francisco Alves acredita que faltou entrega, doação e boa vontade de Otávio Sobral ao ato de administrar uma comunidade - ainda mais uma do peso e do porte da de Itaporanga. Por que o senhor acha que a coisa destrambelhou tanto assim? “Exatamente pelo que lhe falei: pela questão da falta de comprometimento. Infelizmente, o prefeito não estava disposto a se dedicar. Tirar os quatro anos da vida pessoal dele para servir. E você sabe que política é isso, principalmente quando você tem um mandato. É dedicar quatro anos da sua vida para servir às comunidades. É assim que tem que ser”, diz o vice-prefeito.

O senhor acha essa indisposição de Otávio, de que o senhor fala, conspirou contra o bem-estar do município? “Com certeza! No momento em que você é gestor, deve ter o comprometimento de pegar o secretário, botar dentro do carro e visitar os povoados. Verificar as situações in loco. Então, por falta disso, vários pontos vão se comprometendo”, diz.

“Passo por comunidades, por exemplo, que passávamos quando eu era aliado dele, e ouço queixas. Estive, inclusive, no gabinete dele tentando fazer com que ele tentasse, porque eu também me acho corresponsável por isso. Hoje eu não tenho o poder, mas na época em que eu estava ao lado dele tentando orientá-lo em alguns casos, eu dizia: “Rapaz, eu passei em tal local e olhei, precisa fazer uma limpeza, está com um monte de mato”. Então falta isso nele: de pegar o carro e ir ver, ouvir a população. Você não pode ser um governante sem ouvir o povo. Porque, no final, o governo é para o povo”, diz o vice-prefeito.

Diante de tudo isso, Francinaldo Alves admite que não restou outra opção que não fosse a dissidência e a busca de um caminho político próprio e desgarrado de Otávio. “Essa decisão a gente tomou praticamente um ano depois do começo do Governo. Porque o Governo não foi o que a gente prometeu em campanha”, diz. Por fim, Francinaldo Alves garante que se a gestão de Otávio Sobral fosse avaliada em uma nota dessas 0 a 10, ele daria “apenas quatro”. “Ou seja, abaixo da média”, reforça.