YoutubeFacebookTwitterInstagram
Propaganda & Negócios
Author 404a62ad2eacd74d
Lúcio Flávio Rocha

Lúcio Flávio Rocha é graduado em Propaganda e Publicidade pela Unit e atua na área há quase 20 anos. Assina esta mesma coluna também no Cinform.

Pra inglês ver
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
50f510e9136bd010

Aquilo que nunca poderia ter sido fechado começa a ser reaberto de forma homeopática, tardia e sem nenhum critério técnico. A partir de um suposto estudo científico que não foi apresentado à sociedade, e que pouca gente ou quase ninguém viu, o Governo do Estado manteve trancado e refém dos seus decretos, por mais de três meses, toda a atividade econômica do Estado e a única fonte de renda de milhares de sergipanos.

CNPJ´s foram para o saco e milhares de emprego foram juntos na estratégia de querer empurrar a conta do vírus sobre o pequeno comerciante. A Saúde não foi tratada com o devido respeito e a responsabilidade que se precisava e, como se não bastassem as centenas de vidas perdidas em nosso Estado, as famílias enlutadas, mais uma vez o pequeno comerciante, o pequeno ambulante ficaram com a fatura amarga a ser paga por esta pandemia.

A tentativa de transferir a responsabilidade foi uma constante nesta pandemia. A todo instante as assessorias e o próprio governador tentavam colocar a culpa dos números de Sergipe no povo. Jamais assumiu a responsabilidade pela desastrosa condução do combate à pandemia. Nem ele e nem o prefeito da capital.

Foi o maior caso de terceirização de responsabilidades de nossa história. Chegaram a contratar o absurdo monitoramento de nossas vidas através dos sinais de nossos celulares. Uma aberração a lá ditadura chinesa. Só faltou ouvir as nossas conversas.

“O povo tá na rua, a culpa é do povo”, insistiam nossos governantes e as suas assessorias. E ainda tinha quem caísse neste conto. Pergunto: será que o povo não foi às ruas por falta de confiança na gestão do enfrentamento à Covid, por falta de confiança nas informações, por falta de informações, ou por absoluta falta de condições de cumprir os decretos?

Agora o Governo do Estado apresenta um plano de reabertura daquilo que restou da atividade comercial. Retomada dos cacos. Quando caminhávamos para quatro tortuosos meses de polícia sendo utilizada para perseguir trabalhadores, vem o governador como salvador da pátria trazer o alento: agora eu abro quase tudo, mas se abusar, eu fecho de novo!

Como se não bastassem as descabidas e inadequadas falas de Belivaldo Chagas ao se dirigir aos empresários, como se não bastassem as ameaças de usar a força policial numa quase ditadura, o executivo estadual insiste em mais uma vez manter salões de beleza e barbearias de fora da “licença para trabalhar”. Emais: mantém-se a liberação dos motéis e permanece o fechamento dos templos religiosos.

Diz a Bíblia que a árvore se conhece pelos seus frutos. Com esses atos atrapalhados, o governador, o prefeito e seus assessores dão prova cabal de que jamais entenderam de negócios. E agora com o fechamento dos templos comprovam também, com todas as letras, que nada entendem de fé. Só Jesus na causa.

DOIS PESOS

Observando a truculência imposta a pequenos comerciantes, ambulantes, empresários sergipanos, em ter seus negócios obrigatoriamente fechados, sem lhes ter sido dado nenhuma outra oportunidade de fonte de renda, e mais, observando a truculência das fiscalizações e perseguições, e até mesmo das falas do governador do Estado, ameaçando com polícia quem apenas quisesse trabalhar, eu pergunto: e se fosse Bolsonaro?

DELIVERY NEGATIVO

Muitos lojistas de shopping center que passaram a operar com a experiência do delivery para tentar sair do faturamento zero amargaram prejuízos nos balanços das suas contas. Avaliando a experiência, ao comparar os custos necessários para manter as entregas funcionando com as receitas obtida das vendas dessa modalidade, muitos lojistas sequer conseguiram cobrir os custos da equipe.

Ou seja: faturaram, mas não o suficiente. A constatação é que uma operação de delivery não consegue obter resultados que sustentem os altos custos de uma operação de shopping center. Além disto, muitos negócios de shopping são baseados em compras por impulso, que precisam de experiência presencial, que não combinam com delivery.

TUDO NOVO

E por falar em shopping center, este é realmente um negócio que precisará se reinventar em todos os aspectos. Os que estão abertos têm percebido uma queda assustadora de público, o que representa uma entrega de faturamento expressivamente inferior aos tempos de outrora.

Como então manter a mesma cobrança de aluguéis e demais taxas estratosféricas, se as vendas das lojas não conseguem sequer sustentar a folha de pagamento dos funcionários e o custo dos produtos?

O equipamento shopping caminha cada vez mais para uma parceria de risco com os lojistas ou se transformará em verdadeiros cemitérios de CNPJs com lojas vazias.

CINEMA NO CARRO

Quer uma nova forma de contato da sua marca com os seus clientes? Aracaju está prestes a viver a sua primeira experiência em rede de cinema dentro do carro.

O projeto Drive-in Aracaju da rede Centerplex já começou a captar anunciantes e parceiros no estado e sua comercialização está sob a tutela da PubliMídia. Demais informações podem ser obtidas através do telefone: 79 99151-2227. Aguarde!

VIDA ONLINE

A pandemia acelerou a experiência do ambiente on-line e forçou a sociedade a se acostumar e se adaptar com esta nova ferramenta. Aquilo que antes era raro ou exceção, agora é comum e usual. Lives, refeições delivery, vídeo-chamadas, reuniões on-line, compras virtuais.

Não é mais futuro. É presente e real mais do que nunca, até para a população mais humilde. Quem está fora deste meio, pode acreditar: Deixou de existir!

PAUSA

Estarei dando uma pausa, temporária é claro, na Coluna Propaganda & Negócios, mas escolhi uma pessoinha muito especial, uma leitora assídua e uma fera do marketing em Sergipe: Minha querida amiga publicitária Nathalie Fontes.

Ela assumirá a Coluna por algumas semanas, até o meu breve retorno. Eu tenho certeza absoluta que o filho estará em excelentes mãos! Estejam com ela e não deixem de me seguir em minhas redes sociais: @luciofmrocha! Até a próxima!

PARA REFLETIR

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade” 2 Timóteo 4:3