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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Presidente, João Daniel quer PT forte em Sergipe e espera contar com Articulação de Esquerda
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João Daniel: buscando novos horizontes pro PT de Sergipe (Foto: Magno Romero)

O novo presidente do PT de Sergipe, deputado federal João Daniel, disse nesta quinta-feira, 12, à Coluna Aparte, que não terá dificuldade de comandar o partido no Estado, apesar de na eleição da semana passada, que o escolheu dirigente, ter havido uma deserção liderada pela corrente Articulação de Esquerda.

“Houve uma chapa de quase consenso, que só não contou com a participação da Articulação de Esquerda. Todas as demais correntes do partido apoiaram a eleição do novo presidente. Ao todo, foram 88,7% dos votos na nossa chapa, a vencedora”, ressalta João Daniel.

Mas nem nesses 12,3% que discreparam João Daniel consegue ver um problema futuro pro PT de Sergipe. “Tenho um compromisso com a Articulação de Esquerda, do próprio companheiro Dudu, que disputou por lá, de harmonia”, disse João Daniel.

“Publicamente, Dudu se encontrou comigo no dia da eleição e se comprometeu com ações para juntos construirmos o partido. Não há nenhuma resistência deles. Ao contrário, há o total apoio. Foi uma disputa bem tranquila, sem nenhum tipo de mágoa ou questão pessoal. Sem qualquer racha. Isso nos dá legitimidade”, reforça João Daniel.

Como presidente do PT de Sergipe, o deputado federal João Daniel afirma ser óbvio que o partido tenha projetos de se compor bem no ano que bem nas eleições municipais. Ele identifica o PT hoje como uma organização efetiva e provisória em 73 municípios em Sergipe e destila um certo otimismo diante disso.

“O PT é o partido que tem o maior número de diretórios organizados de Sergipe. Tem o maior número de filiados no Brasil e em Sergipe. Queremos dar continuidade ao trabalho que já foi feito e ampliar esse partido. Para isso, estaremos comprometidos com as lutas sociais e com a preparação dos nossos militantes para a disputa eleitoral. Já temos muitos e bons pré-candidatos a vereadores e a vereadoras, a prefeitos e a vice-prefeitos em todo o Estado”, reforça.

Especificamente sobre a sucessão de Aracaju para 2020, o que João Daniel percebe é que pode ocorrer um cenário em que conte com participação com Edvaldo Nogueira ou de se ter candidatura própria, algo ainda não definido. “Atualmente há um único nome colocado pelo PT: Márcio Macedo. Uma discussão mais para frente pode ajudar a ventilar mais nomes. Mas é o que temos para agora”, diz João Daniel.

Para ele, esse tema exige um pouco mais de tempo. “Precisamos organizar ainda o congresso estadual do PT, que vai haver em outubro, o congresso nacional em novembro e depois fazermos o debate, a discussão dos municípios que terão candidaturas, de quem serão os candidatos, se será candidato único e se vai ter prévia”, diz.

“Porque no PT tem esse problema: se Márcio quiser ser candidato e todos apoiarem, ele virá como candidato único. Mas se tiver outros nomes, ele disputará e tem que fazer a prévia. Então eu acho que no início do ano, lá pra fevereiro, março no máximo, decidiremos essa questão da capital”, afirma. João Daniel afirma que não se fechou essa decisão e que irá apoiar o melhor para o partido e que, se possível, tenha o apoio de todos filiados, diretórios e correntes. “Pode parecer confuso, mas somos democráticos”, afirma.