Aparte
PV acha que “Almeida Lima não agregou” e “não somou” como pré-candidato a prefeito
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Reynaldo Nunes: apesar de Almeida não somar, não é um cavalo de batalha dos verdes

O presidente do Diretório Estadual do Partido Verde em Sergipe, Reynaldo Nunes, disse com exclusividade à Coluna Aparte que a impossibilidade de levar adiante o projeto de uma candidatura de Almeida Lima começa e termina na figura do próprio pré-candidato. Apesar disso, Nunes não trava guerra com o ex-futuro-candidato.  

“Almeida Lima não agregou, não somou”, definiu laconicamente Reynaldo Nunes. “Várias pessoas do Diretório Municipal de Aracaju se sentiam um pouco incomodadas, dizendo que tinham dificuldade, que a candidatura de Almeida não agregava para a formação de uma chapa de vereadores e, realmente, nós não tivemos nenhuma filiação a partir da pré-candidatura dele”, completa Nunes.

Na visão do dirigente estadual dos verdes, Almeida mais afugentou que agregou. “Para você ser candidato a prefeito também tem que trazer pessoas para agregar. Pelo contrário, com a chegada dele houve foi desfiliações”, pondera Reynaldo Nunes.

Aliás, Nunes retorna ao meio do ano de 2019, quando Almeida é recepcionada na casa dos verdes, e constata que a filiação dele não se dera com esses compromissos todos de candidatura a prefeito de Aracaju, mesmo porque tudo estaria circunscrito às possibilidades de construção dessa hipótese.

“A candidatura de Almeida Lima a prefeito não foi acenada pelo PV. Ele procurou o Partido Verde manifestando o desejo de ser candidato. O que foi que eu falei para ele? Eu disse: “Olha, Almeida, você reflita e construa a sua candidatura”. Conversamos assim, em cima de propósitos e da questão de centro-esquerda, das ideias que fluíram, que o PV estava pensando um pouco”, diz Reynaldo Nunes.

“Eu até lhe disse que candidato a vereador é candidatura pessoal. Você se candidata para ser vereador. É problema é lá seu. Agora, candidatura a prefeito precisa ser construída. Precisa se construir uma chapa de vereadores e precisa que as pessoas apoiem. Eu diria que Almeida não construiu isso”, relembra.

“E outra que lhe disse: “Almeida, concentre um pouco mais em cima das propostas de governo. A sua gestão na Prefeitura de Aracaju foi boa. Coloque essa imagem de gestor e não fique naquela questão de briga pessoal com a Secretaria da Saúde, revivendo aquele episódio”, observa.

Almeida, segundo Nunes, não seguiu esse roteiro - mesmo que isso não fosse o incômodo central. “Não há problema de ele ser contra o Governo de Belivaldo Chagas. Eu até falei numa rádio o seguinte: “nós do PV fomos oposição a Déda, fomos oposição a Jackson e a Belivaldo. Quem apoiou quem estava no governo, e inclusive nessa última campanha apoiou Belivaldo, foi o próprio Almeida””, relembra.

Apesar dessas ponderações, Reynaldo Nunes não quer fazer da não-candidatura do PV a prefeito de Aracaju um cavalo de batalha e nem uma queda de braços com Almeida. “A nossa nota informando isso nem foi tão pessoal. A nota dizia o seguinte: o PV não terá candidato a prefeito, e pronto. É totalmente diferente do que se fosse uma questão pessoal e disséssemos que “o Almeida não é nosso candidato" e saíssemos em busca de outra candidatura. O PV agora não vai lançar prefeito. Vai se dedicar a fazer a sua chapa de vereadores e começar a conversar com outros candidatos”, diz.

“Eu acho que a partir do momento que a gente deixa claro isso, de que não terá candidatura própria, é que a gente pode começar a conversar com esses outros. O que eu dizia internamente era o seguinte: o PV não podia conversar com outros partidos enquanto tivesse candidatura própria e nem deixar que isso acontecesse no momento em que o candidato não pudesse mais buscar outra opção”, afirma Reynaldo Nunes.