Aparte
Angelo Antoniolli e Henrique Prata discutem Lagarto como polo de saúde
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Angelo Antoniolli: um futuro diferente para Lagarto e Sergipe

Na tarde desta segunda-feira, 9, o reitor da Universidade Federal de Sergipe, Angelo Antoniolli, recebeu, no campus da UFS de Lagarto, o empresário e diretor-presidente do Hospital de Amor Henrique Prata, com a finalidade de lhe mostrar o polo de saúde que nasce nesta cidade do sul de Sergipe à partir da universidade.

Henrique Prata, a prefeita Hilda Ribeiro e o deputado federal Gustinho Ribeiro participaram de um evento nesta segunda-feira em Lagarto no qual foi anunciado que a Prefeitura da cidade doará o terreno para a construção de uma filial do Hospital de Amor no município - ele será feito com recursos do orçamento da União. “Lagarto será o centro de tratamento de câncer em todo o Nordeste. E este projeto vai nascer forte”, disse durante o evento. Ele é neto de lagartenses que migraram para São Paulo.

Como reitor da UFS, Angelo Antoniolli é um entusiasta da ideia de que o Hospital de Amor na cidade de Lagarto possa ampliar as fronteiras do polo de saúde dali. Antoniolli falou com a Coluna Aparte antes de receber Henrique Prata.  

“Eu vou discutir com o Henrique Prata a possibilidade de integrar mais a UFS via o Campus de Lagarto às ações de oncologia que ele desenvolve com o Hospital de Amor. Nós vamos mostrar a ele as nossas estruturas, que são consideradas muito boas e discutiremos um modo de que a universidade interaja mais com esse setor de oncologia”, disse o reitor.

Antoniolli está olhando o horizonte com uma boa mirada. “É muito importante que a cidade de Lagarto agregue ao seu portfólio de saúde estas ações na oncologia. Isto é superbom. O que pode acontecer aqui é o que aconteceu em Barretos, São Paulo, e em Ribeirão Preto”, diz Angelo Antoniolli.

“Aquela região hoje tem uma megaestrutura de saúde. O que tem de empresas ligadas à saúde ali, é impressionante. Nasceu ali naquela região de São Paulo um parque tecnológico em torno da saúde, e o nosso sonho é que a cidade de Lagarto tenha também um parque tecnológico nessa área”, afirma o reitor.

“Ribeirão Preto tem para mais de 370 empresas ligadas às faculdades de medicina, enquanto que nós aqui não temos nenhuma ainda. Claro: não pensamos nisso ainda, e isso não acontece espontaneamente. Deve ter alguém que tenha a iniciativa de bater às portas, de pensar no local, pensar numa área em que tudo se concentre, que tudo fique próximo”, garante Antoniolli.

“Nós vamos mostrar ao Henrique o campus e tentar fazer uma parceria de aproximação. O Henrique Prata trabalha via SUS, o que foge da ação de saúde como mercadoria para uma saúde de reflexão pública. Isso nos interessa”, diz.