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Reportagem Especial debate peso do assoreamento dos rios nas inundações
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Especialistas apontam forte relação entre assoreamento de rios e inundações  

A previsão de chuvas para o fim de semana acendeu o alerta de quem viu Aracaju imersa em água nos últimos dias. A capital teve muitos pontos de alagamentos e inundações e, embora tenha chovido muito – mais especificamente, o triplo de precipitações esperadas para todo o mês - um fator tem sido determinante nesse cenário: o assoreamento dos rios e canais.

O processo, caracterizado por erosões provocadas pelo homem ou pela natureza, aliado ao desmatamento, à ocupação desordenada do território, à impermeabilização do solo e às canalizações dos cursos d’água, acarreta diversos efeitos sobre os rios.

“Estes impactos são sentidos pelas populações, principalmente através das enchentes”, ressalta Ailton Rocha, superintendente de Recursos Hídricos do Estado.

Segundo Ailton, essa é uma das principais consequências da urbanização e tem como principal causa a construção de edifícios, indústrias e avenidas implantadas em áreas de várzea ou margens dos rios, sendo um problema recorrente nas principais cidades do mundo.

“A causa das enchentes, porém, não se resume ao rio e está associada também ao volume de chuvas, ao escoamento superficial, à impermeabilização do solo, às condições dos tributários, entre outros”, enfatiza.

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, anunciou, na semana seguinte aos alagamentos, que buscaria uma parceria com o Governo do Estado a fim de realizar uma obra de dragagem, para desassorear e ampliar a capacidade do Rio Poxim, que transbordou e potencializou as inundações em alguns bairros. O governador já sinalizou positivamente para a questão.

Você saberá mais sobre o assunto na Reportagem Especial da semana, que traz ainda os depoimentos de outros especialistas da área e estará disponível no domingo, 21, a partir das 20h.