Aparte
Opinião – Edvaldo Nogueira “endireitou” Aracaju
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[*] Edson Júnior

O título do artigo pode induzir o leitor a interpretar o verbo “endireitar” pelo viés ideológico, no clássico e surrado embate esquerda X direita, estigmatizando-se de um lado uma direita demonizada e do outro a esquerda virtuosa e salvadora.

Mas, não é esse o endireitamento de que trato. O endireitou aqui é no sentido de consertar o que estava errado. E como tinha coisa errada.

Edvaldo assumiu o comando da cidade em janeiro de 2017 com a Prefeitura mergulhada em dívidas e problemas. Um pesado passivo de R$ R$ 840 milhões, sendo R$ 540 milhões de curto prazo, e duas folhas de pagamento atrasadas. Um inferno na vida de servidores, empresários e seus trabalhadores.

As ruas fediam com lixo sobre as calçadas, fruto de frequentes interrupções nos serviços de coleta da empresa contratada pela gestão anterior. Problemas também no sistema de transporte urbano, degradação no paisagismo da cidade, caos administrativo e uma sensação de que estava tudo perdido, sem solução.

Edvaldo Nogueira, certamente, assustou-se com o quadro. Sabia que assumiria uma cidade com problemas, mas não no chão. E o que fez para endireitar – olha o verbo aí, gente -, para consertar a cidade que ele entregou em 2012 como a Capital da Qualidade de Vida? Trabalhou.

Desceu do palanque e procurou aliados e adversários, na Câmara Federal e no Senado, em busca de recursos para dar início a um vigoroso plano de recuperação da cidade.

Não perdeu tempo olhando pra trás, lamentando e criminalizando o gestor anterior, o ex-governador João Alves, a quem respeitou pela história e por seu delicado estado de saúde. Fez bem, mostrou também nisso grandeza de líder.

Com uma equipe bem montada, formada por aliados e técnicos qualificados, Edvaldo Nogueira deu início à estruturação de um planejamento estratégico que nortearia o sucesso da gestão.

Edvaldo foi aplicado. Não descuidou das metas desse pacto com a cidade e os resultados logo começaram a aparecer e a cidade começava a se levantar. Serviços urbanos foram retomados, salários atrasados foram quitados e, desde então, servidores não sofreram mais com atrasos, pagamentos começaram a ser feitos dentro do mês - na maioria das vezes, de forma antecipada.

Com a administração organizada, contas controladas, recursos para obras e um planejamento conduzido de forma obstinada, Edvaldo Nogueira transformou a cidade em um grande canteiro de obras. De norte a sul, e também a oeste, intervenções em vários bairros, preparando a cidade para o futuro.

O trabalho foi avaliado e reconhecido por publicações especializadas. Por três anos seguidos, em levantamento do Portal de Notícias G1, da Rede Globo, a gestão foi reconhecida como primeiro lugar em cumprimento de promessas de campanha.

Mais: em 2017, foi destaque no jornal Valor Econômico como a primeira capital do Nordeste em redução de gastos. Já em abril de 2018, novo título: Aracaju classificada como a primeira capital em investimentos, e nesta quinta-feira, 20, em levantamento da Consultoria Tendências, mais um honroso resultado: Aracaju é a primeira capital do NE em saúde financeira. Está entre as oito do país. 

É preciso reconhecer: não se consegue resultados tão expressivos senão com trabalho, ética, honestidade e responsabilidade. Embora seja um ano eleitoral, com pré-candidaturas já anunciadas, o prefeito Edvaldo Nogueira mantém-se focado na administração da cidade, deixando a campanha para o seu tempo próprio, quando dirá à população o que fez e o que ainda pretende fazer para levar Aracaju para novos tempos.

Problemas de décadas ainda não solucionados serão enfrentados, ele já anunciou, e por tudo que está sendo realizado, não há razão para duvidar. Uma coisa é certa: o pior já foi vencido! Agora, é avançar, com muito mais trabalho.

[*] É gestor público e jornalista.