Aparte
Doutor Júlio, de Boquim, diz que “mosca azul da política” não lhe picou e não disputará Prefeitura 
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Doutor Júlio: entre a medicina e a política, fica com a primeira

Na antevéspera da sucessão municipal de Boquim, além dos nomes tradicionais da política da cidade - Pedro Barbosa, Luiz Fonseca, Cloves Trindade, Jean Carlos Nascimento, Eraldo do Cabeça Dantas, George Trindade -, um tal de Doutor Júlio tem chamando a atenção.

Ao ponto de alguns figurões do lugar acharem que se ele vir para o processo sucessório, para a disputa, tudo poderia se desestruturar para alguns dos tradicionais. Mas quem é esse Doutor Júlio? Trata-se do médico e clínico geral Júlio César Gonçalves de Azevedo, nascido em Aracaju, 51 anos, formado pela Universidade Federal de Sergipe – UFS -, casado, pai de três filhos e com 26 anos de serviços prestados à comunidade boquinense.

Júlio César Gonçalves de Azevedo tem dois vínculos de trabalho em Boquim - um pela Prefeitura Municipal e outro pelo Governo do Estado, com ação numa Unidade de Pronto Atendimento - UPA. Doutor Júlio não se fez de surdo aos clamores para que desse um tempo na medicina e se candidatasse a prefeito.

Júlio ouviu tudo. Mas preferiu, como diria o verso de Drummond - para fazer uma homenagem ao maior poeta brasileiro neste 31 de outubro, dia do seu nascimento -, ficar quieto “no seu canto”.

“Acho que em política ou você tem a mosca azul que lhe morde, ou não vai. Não achei que política fosse a minha praia, o meu mar. Já tenho 26 anos que trabalho em Boquim como clínico geral, e acho que política não dá para mim. Prefiro ficar como funcionário mesmo”, disse o médico à Coluna Aparte.

A discrição de Júlio no terreno da política vai além. Ele sequer revela quem eventualmente será a sua opção política e eleitoral em 2020 na sucessão da cidade. “Sobre ter ou não simpatia por alguma candidatura, veja: como eu tenho 26 anos de trabalho, todo mundo que passou por aqui acabou se tornando meu amigo”, diz ele.

“Eu tenho amizade por Pedro Barbosa, tenho amizade por Jean Carlos Nascimento, que já foram prefeitos. Eraldo, eu só conheci como prefeito. Não tinha conhecido ele como vereador, mas também achei um cara gente boa. A questão é que Eraldo botou muita gente não tão boa para estar ao lado dele, al, no governo dele. Foi isso que quebrou Eraldo. Se a eleição fosse hoje? Eu prefiro não opinar. Vou me portar como cidadão comum, como eu sempre fui na minha neutralidade”, diz Júlio César Gonçalves de Azevedo.