Aparte
José Carlos Machado admite disputar mandato de vereador em Aracaju
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Machado: duro de desencanar

Deputado estadual de dois mandatos - 1986 e 1990 –, vice-governador de Sergipe de 1995 a 1998, no Governo de Albano Franco, deputado federal de 2003 a 2006 e vice-prefeito de Aracaju entre 2013 e 2016, o engenheiro e empresário José Carlos Machado, 70 anos, tem enorme dificuldade de abandonar a política.

Tanto é que Machado admite, sem ver nisso nenhum reducionismo, a possibilidade de disputar o mandato de vereador de Aracaju em 2020. Depois deixar o poder em 2016, ele andou ensaiando a busca de um mandato ano passado - possivelmente de deputado federal -, mas não encontrou brecha para viabilizar-se.

“Eu não tenho nada definido. Devo retomar as conversas políticas depois do carnaval, mas para mim não seria demérito nenhum eu disputar o mandato de vereador de Aracaju. Veja: Gustavo Krause, um dos políticos notáveis, foi governador de Pernambuco e terminou vereador do Recife. O meu amigo Cesar Maia, pai do deputado Rodrigo Maia, foi governador do Rio de Janeiro e foi vereador da capital até 2016. Perceba que Waldir Pires governou a Bahia e morreu recentemente com vereador de Salvador”, diz Machado.

Machado não vê problemas em patentes, embora tivesse disputado o mandato de senador em 2010, por um simples fato. “Eu gosto é de estar exercitando a política. Claro, se você tiver um mandato as coisas fluem melhor. Se cristaliza com mais facilidade”, avisa.

Todo mundo percebe a frequência como Machado opina e se mete em temas políticos. Às vezes, com um olhar maiúsculo para as causas de Sergipe. A planície, sem dúvida, o deve incomodar muito.

A Coluna Aparte lhe questiona sobre a possibilidade de ele disputar algo em sua Itabaiana natal em 2020, ao fim do reinado de Valmir de Francisquinho, que não pode ir à reeleição. Ele responde problematizando temas políticas.

“Eu sou um apaixonado por Itabaiana. O Governo do Estado vai inaugurar agora uma Central de Abastecimento e eu fico imaginado a possibilidade de os comércios de Itabaiana e de Juazeiro, na Bahia, funcionarem de uma forma muito próxima, agora que está pronta a BR-235, uma obra que eu muito defendi como deputado federal”, diz.

“Em 2002, eu visitei a Central de Abastecimento de Juazeiro e vi lá 22 caminhões com a placa de Itabaiana. E foi a partir daí que eu me apaixonei pela ligação entre Carira e Juazeiro via BR-235, que hoje é uma realidade. Mas Itabaiana tem outro desafio e eu já disse isso ao reitor Ângelo Antoniolli, que é expandir o campus da UFS - a universidade surgiu ali em 2006 comigo sendo peça decisiva para que aquele campus fosse para Itabaiana. Marcelo Déda queria que fosse para Lagarto. Eu na bancada trabalhei muito. Mas Itabaiana tem um desafio maior - se não ninguém anda -, que é o da duplicação da BR-235 entre ela e Aracaju”, diz.