Aparte
Indústria imobiliária de Sergipe tem sido bastante prejudicada com a paralisação do setor
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Indústria imobiliária de Sergipe já adotava medidas corretas antes da intervenção da justiça trabalhista

Com a pandemia de Covid-19, o mundo inteiro vem passando por um momento muito difícil e tem sofrido mudanças que afetam a economia. Nesse contexto, muitos setores vêm passando por grandes dificuldades, com atividades paralisadas para tentar evitar a proliferação do novo coronavírus.

Somente as consideradas essenciais continuam funcionando. Nesse sentido, a indústria da construção civil, também considerada assim pelo Governo Federal, continua em funcionamento em quase todo o Brasil. Uma das raras exceções, porém, é o setor em Sergipe, cujas obras foram paralisadas após interferência da Justiça do Trabalho, através de uma liminar judicial.

“Foi uma grande surpresa para o setor. A Justiça do Trabalho interferiu, mesmo após decretos do Estado e do Governo Federal, que determinaram a atividade como essencial, a exemplo do que ocorre no restante do país, onde os canteiros de obras estão em funcionamento”, pondera Paulo Nunes, presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário de Sergipe - Ademi/SE.

Diante disso, a Ademi/SE apoia fortemente o setor, representado pelo Sindicato da Construção Civil de Sergipe - Sinduscon/SE -, que luta na Justiça para que as atividades voltem à normalidade, assim como acontece em quase todos os Estados brasileiros.

“O Sinduscon/SE entrou com um agravo para derrubar a liminar da Justiça do Trabalho por considerá-la inconstitucional. O Sindicato e o Estado também entraram com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal. Quem vai analisar a questão é o ministro Ricardo Lewandowski. A ação, aliás, deve ser apreciada nos próximos dias”, ressalta, esperançoso, Paulo Nunes.

 

O presidente da Ademi/SE lamenta muito a situação da indústria de imóveis sergipana e teme que, se essa paralisação perdurar por mais tempo, a tendência seja uma demissão em massa. “Temos mais de 20 mil trabalhadores diretos e indiretos somente na atividade imobiliária que precisam voltar a trabalhar”, diz Paulo.

“E isso é possível, adotando e seguindo todo o regramento imposto através dos decretos do Governo do Estado, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, como o uso obrigatório de máscaras, lavar as mãos com frequência ou usar álcool gel, distanciamento social e medição diária da temperatura corporal, o que, aliás, já estava sendo feito rigorosamente nos canteiros de obras em Sergipe”, completa Paulo Nunes.

O presidente da Ademi/SE comenta, inclusive, as mudanças já ocorridas nas construtoras diante da pandemia, como a necessidade de que alguns funcionários da área administrativa atuem home office (trabalho em casa), que sejam feitas reuniões via videoconferência, entre outras medidas. “Está acontecendo uma revolução imensa. Algumas empresas estão fazendo reestruturação interna de seus softwares, para que as pessoas possam trabalhar em casa, para poder se adaptar a esse “novo normal”, constata.