Aparte
Opinião - Ficar parado? Nem pensar: levante e atue politicamente
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[*] Thiago Menezes Siqueira

Você que tem entre 15 e 29 anos, acorde. Acordar é reivindicar os seus direitos! Vai querer ficar sempre a mercê de decisões tomadas por terceiros que influenciam direta ou indiretamente sobre sua vida? Você é o presente de um futuro próximo, quase urgente!

Quais são as perspectivas de um futuro assim? Lá vão algumas dicas: você sabia que pode ingressar como jovem aprendiz numa empresa, fazendo com que diminua a famosa estatística do “Jovem nem-nem” - aquele que nem trabalha e nem estuda -, de forma remunerada, recebendo formação e experiência profissional, além de obter uma assinatura na carteira de trabalho?

Você sabia que existem vários programas sociais, cujo recorte é direcionado para a nossa juventude? Para fazer parte deles, basta procurar um Centro de Referência de Assistência Social – Cras -, ou a órgãos que trabalham com políticas públicas de juventude no seu município.

Para exercer o seu poder de cidadão através do voto, jovens com idade igual ou superior a 16 anos podem solicitar a emissão do título de eleitor para, somente assim, fazer valer a sua voz e as suas escolhas. E milhares em Sergipe e Brasil afora o fazem.

Os partidos políticos deveriam ser avaliados através da sua história, contribuindo para a construção política do país, deixando de lado os componentes que maculam a imagem da instituição política, pois em todos os locais que tratam da coletividade existem pessoas boas e pessoas ruins.

Neste contexto, a onda de descrédito nos políticos, alimentada inclusive e sobretudo por nós jovens, tem que ser ultrapassada, ou superada, pela oxigenação e pela presença maciça dos jovens na atividade política.

Portanto, e me dirijo agora a você jovem de 15 a 29 anos e que fica parado achando que tudo cairá do céu. Infelizmente, amigo, na vida tudo tem um preço e a fatura um dia chega.

A dica para você é a seguinte: procure um partido para se filiar ou um movimento político para se engajar e esqueça essa “teoria nutela”, segundo a qual para participar ativamente da militância temos que ter passagem de avião para deslocamento, um Cargo de Comissão oferecido por políticos com ou sem mandato e dinheiro no bolso para efetivar a presença nos atos políticos.

O que importa é fazer militância, sendo ela de esquerda, de centro ou de direita. Portanto, movimente-se e seja você o protagonista da sua própria história, que será a da sua cidade, a do seu Estado e a do seu país. Caso contrário, ficará à espera das lendas. Ah, e antes que me esqueça: nunca deixe de estudar e de se qualificar. Pois a vida, irmão, é dura e não confere moleza aos omissos.

[*] É advogado, pós-graduando em Direito Público, ex-conselheiro estadual e nacional de Juventude, ex-coordenador nacional de Relações Institucionais da Secretaria Nacional de Juventude e estudioso e aprendiz da temática Juventude.