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Politica & Economia
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Saumíneo Nascimento

Saumíneo Nascimento é economista, bancário de carreira pelo BNB e diretor-Executivo do Grupo Tiradentes. 

A evolução da produção de cimentos em Sergipe
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Dados parciais do ano de 2018 revelam que o Estado de Sergipe produziu 1.568.792 toneladas de cimentos. É o terceiro maior produtor do Nordeste

Sempre com o objetivo de contribuir para ampliar o conhecimento da economia sergipana e o entendimento de suas especificidades, abordarei adiante algumas informações sobre a produção de cimentos em Sergipe, conforme dados colhidos do SNIC - Sindicato Nacional da Indústria do Cimento.

Preliminarmente julgo importante reportar alguns conceitos sobre o produto em análise, a saber: O cimento, conforme apontado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento, é o produto de uma atividade industrial integrada, obtido a partir da lavra e do beneficiamento de calcário e argila. A sua industrialização ocorre mediante moagem, homogeneização e produção da farinha (mistura crua) e posterior processamento físico-químico em clínquer (cimento não pulverizado) e respectiva moagem.

Do ponto de vista de características tem-se o seguinte:

- Produto homogêneo, com variedade limitada de tipos, segundo as Normas Técnicas da ABNT, e imprescindível, do início ao fim, a todo tipo de construção;

- O calcário e a argila, transformados em cimento pela indústria, juntamente com a areia e a brita, são os elementos básicos que compõem o concreto, o material mais consumido no planeta depois da água, segundo o WBCSD (World Business Council for Sustainable Development);

- Produto básico, tanto na construção de moradias como em obras de infraestrutura; e

- Perecível, com baixa condição de estocagem, ocupando grandes espaços. Utilizado durante toda a obra. Não existem estoques reguladores.

Das fábricas existentes em Sergipe, estão cadastradas no Sindicato de sua indústria, as seguintes: João Santos – Nossa Senhora do Socorro, Votorantim – Laranjeiras e Mizu – Pacatuba.

Vale registrar que existem 88 municípios em 24 estados brasileiros que possuem fábrica de cimento.

Os dados parciais do ano de 2018 revelam que o Estado de Sergipe produziu 1.568.792 toneladas de cimentos. É o terceiro maior produtor de cimentos da região Nordeste, atrás da Paraíba, com 1.930.953 toneladas, e do Ceará, com 1.827.346 toneladas.

Em 2017, Sergipe produziu 1.925.785 e também foi o terceiro produtor de cimentos do Nordeste. Retroagindo mais no tempo e indo ao ano de 2013, vamos verificar que Sergipe era o maior produtor de cimentos da região Nordeste e produziu naquele ano 3.309.922 toneladas de cimentos.

Em 2013, a produção de cimentos em Sergipe foi maior que a do Estado do Rio de Janeiro, no Sudeste (maior região produtora de cimento), e além de produzir mais que todos os demais estados do Nordeste, tinha produção superior a todos os estados do Norte. No Centro-Oeste, só tinha produção inferior ao Distrito Federal; no Sul, só tinha produção inferior ao Paraná, e era o quinto maior produtor de cimentos do Brasil.

Se pegarmos estatísticas de produção de 2003 a 2013, em todas elas Sergipe sempre se apresentará como o maior produtor de cimentos da região Nordeste.

Vale registrar que Sergipe já chegou a ser o maior exportador de cimentos do Brasil, exportando cimentos para os Estados Unidos via Porto de Sergipe.

O setor informa que as vendas de cimento caíram 1,2% em 2018 em comparação com 2017, pois a indústria de cimentos, que é uma das molas propulsoras do setor de construção civil (que está em crise), ainda está buscando a sua recuperação perante a crise econômica que afeta o setor. Porém ,o Sindicato da Indústria de Cimento projetou voltar ao azul em 2019, após quatro anos de recuo.

Então, também é o momento de Sergipe tentar buscar atrair indústrias de cimentos, fins compensar as perdas que tivemos com o fechamentos de fábricas do ramo e com a queda na produção das existentes, pois matérias-primas para a produção e boa localização o Estado possui.

Seria uma possibilidade de geração de emprego e renda.

Foto: Shutterstock