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Politica & Economia
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Saumíneo Nascimento

Saumíneo Nascimento é economista, bancário de carreira pelo BNB e diretor-Executivo do Grupo Tiradentes. 

Balança Comercial Interestadual de Sergipe
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O Conselho Nacional de Política Fazendária – Confaz - que é um colegiado formado pelos secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos estados e do Distrito Federal, cujas reuniões devem ser presididas pelo Ministro da Economia, está construindo um estudo sobre a Balança Comercial Interestadual.

Por enquanto temos os dados preliminares do ano base de 2017, sendo as informações referenciadas pelos valores das notas fiscais, registrando-se que os dados ainda estão em construção e sujeitos a conferências e adequações, mas já permite ter uma visão sobre a relação de comércio do Estado de Sergipe com as demais unidades federativas do nosso país.

Conforme esperado em função da nossa extensão territorial, população e demais características geopolíticas, Sergipe é um Estado deficitário nessas relações comerciais com os demais Estados. O déficit apresentado por Sergipe no ano de 2017 foi de R$ 11.298.683.943,01 (R$ 11,29 bilhões), isto é a diferença entre o que vendemos e o que compramos dos estados brasileiros.

A nossa maior relação deficitária é com o Estado de São Paulo, o déficit foi de R$ 2,93 bilhões; a 2ª maior relação deficitária é com o nosso vizinho Estado da Bahia, cujo déficit que tivemos em 2017 foi de R$ 2,69 bilhões; e o nosso 3º maior déficit é com Pernambuco (déficit de R$ 1,41 bilhões).

Além desses três principais, Sergipe tem déficit nas suas relações comerciais com os seguintes estados/unidades: Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os nossos três maiores superávits nas relações comerciais com os Estados são com: 1º - Pará (R$ 175,53 milhões); 2º - Maranhão (R$ 144,04 milhões) e 3º - Piauí (R$ 119,24 milhões). Além destes três principais Estados os quais Sergipe vende mais do que compra, também ocorreram superávits em 2017 com os seguintes Estados: Acre, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins.

Cabe registrar que com base nestas informações apresentadas pelo CONFAZ, apenas 10 das 27 unidades federativas são superavitárias e são as seguintes por ordem: São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Rondônia. Sergipe é o 11º em déficit da Balança Comercial entre os Estados. Destaque-se que o Estado do Rio de Janeiro é o que apresenta o maior déficit de relações comerciais com os Estados (R$ 65,19 bilhões).

Julgo que poderia ser feito um plano para ampliar o número de estados com o quais Sergipe possui relação superavitária (atualmente seis estados), numa perspectiva de crescimento da economia local, com geração de emprego e renda para a sociedade.