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Politica & Economia
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Saumíneo Nascimento

Saumíneo Nascimento é economista, bancário de carreira pelo BNB e diretor-Executivo do Grupo Tiradentes. 

Cai produção de gás em Sergipe
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A produção de gás em Sergipe neste ano de 2019 vem declinando em relação a 2018 - a queda no acumulado do 1º trimestre foi de 17,4%. Tivemos uma produção de 170.260 mil m3 nos três primeiros meses de 2019. No ano de 2018, no mesmo período, a produção tinha sido de 206.016 mil m3. No ano de 2011, a produção do 1º  trimestre alcançou 296.472 mil m3.

Analisando a produção anual de gás em Sergipe verifica-se uma queda constante na produção de gás desde 2010.  Naquele ano, Sergipe produziu 1.101.741 mil m3 de gás - e foi declinando a cada ano, chegando a uma produção de 791.330 mil m3 de gás em 2018, um recuo de uma década.

Conforme conceituações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP, o gás natural é uma substância composta por hidrocarbonetos que permanecem em estado gasoso nas condições atmosféricas normais. É essencialmente composta pelos hidrocarbonetos metano (CH4), com teores acima de 70%, seguida de etano (C2H6) e, em menores proporções, o propano (C3H8), usualmente com teores abaixo de 2%.

Ainda, segundo a ANP, o gás natural pode ser classificado em duas categorias: associado e não associado.

O gás associado é aquele que, no reservatório geológico, se encontra dissolvido no petróleo ou sob a forma de uma capa de gás. Neste caso, normalmente privilegia-se a produção inicial do óleo, utilizando-se o gás para manter a pressão do reservatório.

O gás não-associado é aquele que está livre do óleo e da água no reservatório; sua concentração é predominante na camada rochosa, permitindo a produção basicamente de gás natural.

De acordo com a ANP, o gás natural produzido no Brasil é predominantemente de origem associada ao petróleo e se destina a diversos mercados de consumo, sendo os principais, a geração de energia termelétrica e os segmentos industriais.

Além disso, uma vez produzido, o gás natural se distribui entre diversos setores de consumo, com fins energéticos e não-energéticos: utilizado como matéria-prima nas indústrias petroquímica (plásticos, tintas, fibras sintéticas e borracha) e de fertilizantes (ureia, amônia e seus derivados), veicular, comércio, serviços, domicílios etc.

Diante disso, cresce a perspectiva de melhorarmos a situação de Sergipe na produção de gás para o crescimento econômico do Estado.