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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

2020 vem aí. E as mulheres também!
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Partidos estão mais preocupados e interessados com a atuação feminina na política

Ano que vem tem eleição e se depender das dirigentes das alas femininas dos partidos, 2020 terá muitas candidatas mulheres, sim! Os diretórios estão engajados e igualmente focados em ampliar a representação feminina no Executivo e nos Legislativos municipais.

Para isso, a estratégia deles passa pela conscientização e pela atração de mulheres que aceitem esse desafio e, nesse contexto, DEM, MDB e PSB saíram na frente. Os partidos aproveitaram 2019 para fazer o dever de casa e esperam colher os frutos em 2020.

“Não queremos só preencher a cota de 30%, não. Queremos mulheres realmente interessadas em participar da política de forma mais ativa”, reforça Ana Paula Menezes, presidente do MDB Mulher em Sergipe. “É uma responsabilidade muito grande, pois agora estamos em evidência na política, com os holofotes virados para nós, afinal, estamos na era do empoderamento feminino, e isso é muito bom”, destaca.

Ana Paula diz que seu objetivo é o de que cada diretório municipal tenha uma ala feminina relevante, com mulheres comprometidas com o fortalecimento tanto do partido quanto da participação feminina na política. Para isso, o trabalho consiste em fazer com que já em 2020 mais mulheres queiram concorrer a cargos eletivos, porque, para Ana Paula, é a partir da política que se consegue mudar um Estado, os municípios e, por que não, um país.

O Projeto Mulheres em Movimento 2020 é uma ferramenta do partido para alcançar as metas ambiciosas. “Através dele, que é realizado em parceria com a Fundação Ulysses Guimarães, nós conversamos, acolhemos e capacitamos mulheres. Sabemos que o ideal é fazer um bom trabalho para as próximas eleições e, embora tenhamos pouco tempo, ainda é possível fazer com cada mulher sergipana conheça o MDB Mulher”, diz ela.

No DEM, o objetivo é o mesmo. A professora Josilda Alice da Graça Monteiro preside o Democratas Mulher em Sergipe há cerca de dois anos e enfrenta, agora, um grande desafio pela frente: o de angariar cada vez mais mulheres em torno de possíveis candidaturas para 2020.

O trabalho começou em abril deste ano, quando ela foi convocada pelo DEM Nacional para uma reunião em Brasília. De lá para cá, a atuação se intensificou e culminou agora, com a realização do seminário “Fortalecimento da atuação política de mulheres pelo Brasil”, que terá, pelo menos, quatro desdobramentos até o fim de ano.

“Vamos realizar esse trabalho, também, em Frei Paulo, Ribeirópolis, Nossa Senhora da Glória e Salgado, com filiações e, principalmente, conscientização da importância dessa participação feminina no processo eleitoral”, afirma Josilda Monteiro.

Embora esteja há apenas dois anos à frente da ala feminina do partido, ela é filiada ao DEM há 15 anos, sempre acompanhando a senadora Maria do Carmo, presidente de honra do DEM Mulher e atuando nos bastidores. “Nunca me candidatei. Prefiro trabalhar para que outras mulheres se candidatem e ocupem esses espaços”, diz a professora.

Para que isso aconteça, ela diz que o DEM Mulher está chegando de uma maneira diferente. “O presidente José Carlos Machado tem facilidade em manter contato com lideranças e isso tem ajudado muito. Ele tem dado continuidade ao trabalho de João Alves e da senadora Maria do Carmo, que fundaram o partido. Dos cinco diretórios municipais que encontrou, hoje já são 50. E a partir da estruturação deles, estruturaremos também os diretórios femininos”, ressalta.

O próprio Machado chegou a afirmar que 2020 será o ano da mulher na política. “Eu concordo com ele. E será assim, caminhando juntos e dando atenção muito especial a todas. Não teremos “a” candidata, “a” única, focaremos nas candidaturas femininas como um todo. Toda mulher que aderir à causa será muito bem-vinda e respeitada no DEM”, garante.

Já o PSB, concluiu, no mês passado, um ciclo de cursos e debates que teve como um dos temas o feminismo e a defesa dos direitos da mulher, além das novas regras eleitorais e participação da mulher nas eleições de 2020. O encontro é uma iniciativa da Fundação João Mangabeira - FJM -, braço jovem do partido, em parceria com os segmentos partidários: Secretaria de Mulheres do PSB, Juventude Socialista Brasileira, LGBT Socialista, Negritude Socialista e Movimento Popular.

“Promovemos a formação política de maneira integrada, dialogando sobre temas transversais. Além da participação da mulher na política, tratamos também nos sábados anteriores sobre racismo estrutural e ocupação de espaços de poder”, afirma a advogada Niully Nayara Santana Campos, que preside a Fundação.

Niully Campos acredita que é fundamental para o avanço da democracia promover a participação igualitária da mulher nos espaços de representação. “Apesar dos avanços da luta feminista, ainda estamos muito longe de garantir equidade. Por isso, é fundamental dialogar sobre o tema, promover formação política das mulheres, ouvir delas quais as principais dificuldades para a disputa e garantir condições para que as mulheres participem do processo com chance real de vitória”, afirma.

De acordo com ela, os partidos precisam fomentar a participação da mulher como prática cotidiana, e não somente em véspera de eleição para cumprir a cota legal. “Temos avançado, isso é fato. Tanto no executivo quanto no legislativo, o número de candidatas eleitas tem aumentado. Sem dúvida, fruto de muita luta e do avanço da legislação eleitoral, que passou não somente a exigir uma cota mínima de candidaturas de mulheres, mas investimentos do fundo partidário e do FEFC para essas candidaturas”, avalia.