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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

89 anos de direito ao voto e muitos direitos ainda para conquistar
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Valdilene: voto é incentivo para outras lutas

No último domingo, dia 3 de novembro, foram completados exatos 89 anos desde a que mulher pôde votar pela primeira vez. Inicialmente foi concedido com ressalvas – apenas às mulheres casadas, viúvas ou com renda financeira podiam votar.

Hoje, embora esse direito tenha se expandido a todas, como sempre deveria ter sido, os resquícios dessas limitações ainda perduram. Para a advogada Valdilene Oliveira Martins, o direito ao voto foi uma conquista indiscutível, mas que ainda não foi revestida de empoderamento o suficiente.

“O voto é um episódio que deixa um marco na história, sim. Mas somos a maioria da população e a maioria do eleitorado, então porque somos tão subrepresentadas na política partidária e em outras esferas de poder?”, questiona. O que ela está dizendo é que o envolvimento da mulher na política não acompanha a proporção dela em número.

E isso, para Valdilene, é reflexo de uma sociedade machista. “Muitas mulheres perderam suas vidas - literalmente e pela perda dos direitos -, por causa desse conceito invertido de feminismo: esquecem de que o machismo é uma ordem imposta, que avilta, humilha, lesiona, degrada, estupra e mata mulheres todos os dias, e o feminismo é uma reação a essa barbárie”, define.

“O feminismo vem para pregar, para estabelecer a igualdade de direitos e de deveres entre homens e mulheres, então é uma luta muito árdua e que está muito longe de acabar. Mas já caminhamos muito e o voto é uma dessas conquistas”, completa Valdilene Martins.

Isso porque, na visão da advogada, a conquista do diteito ao voto mostra o inicio da derrocada da soceidade patriarcal, onde as mulheres começaram a perceber - não todas ainda - que podem ter os mesmos direitos que os homens. “E quando falo em diretos, são os direitos civis, os legais, porque perante a lei homens e mulheres são iguais”, reforça.

“O Direito há muito tempo não respalda mais a sujeição feminina”, assegura. Dessa forma, para Valdilene, além de uma conquista significativa, o direito ao voto também um símbolo, um incentivo para outras conquistas que ainda estão por vir e que não apenas as mulheres, mas toda a sociedade anseia e precisa.