Politica & Mulher
Dilma Rousseff : "Pedido de prisão é um absurdo"
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STF nega prisão de Dilma pedida pela PF

A Polícia Federal pediu a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff e mais outras nove pessoas suspeitas de envolvimento em uma suposta compra de apoio político entre o PT e o MDB durante as eleições presidenciais de 2014. Os pedidos foram negados pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal – STF -, o ministro Edson Fachin. No entanto, Fachin autorizou a intimação da ex-chefe de Estado e de outros investigados.

A ex-presidente classificou a notícia sobre o pedido de prisão como "estarrecedora" e reforçou que "não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento". Ela acredita que, para a política, isto mostra "o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sergio Moro, no afã de perseguir adversários políticos".

"O pedido de prisão é um absurdo diante do fato de não ser ela mesma investigada no inquérito em questão. E autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça. E também revela o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sérgio Moro no afã de perseguir adversários políticos. Sobretudo, torna visível e palpável o abuso de autoridade", ressaltou.

A petista ainda ressaltou que "prevaleceu o bom senso e a responsabilidade" de Fachin, assim como do Ministério Público Federal. Entre os envolvidos estão o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, PT, dos ex-senadores Eunício Oliveira, MDB-CE, e Valdir Raupp, MDB-RO, e do ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União - TCU. A suspeita foi cogitada após as delações premiadas do executivo Ricardo Saud, delator do caso J&F, e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

A Secretaria Nacional de Mulheres do PT, pelas redes sociais, expressou indignação com o pedido de prisão e prestou solidariedade a Dilma. "Repudiamos veementemente a perseguição política de Sérgio Moro e seus agentes contra as lideranças do PT. Felizmente, prevaleceu o bom senso do ministro do STF e do próprio Ministério Público Federal. As mulheres petistas do Brasil estão vigilantes e lutarão contra qualquer injustiça contra Dilma, primeira mulher presidenta do país", diz o texto.