YoutubeFacebookTwitterInstagram
Politica & Mulher
Author fbd5d65740160840
Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Educação e política: eis o caminho contra a violência às mulheres  
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
D276490993b1904e

Alessandra: violência contra a mulher advém de uma sociedade que infelizmente se estrutura nas desigualdades

É fato: as novas gerações estão mais atentas à necessidade de mudança de questões ligadas à violência de gênero, ao machismo, racismo, etc. Têm-se, hoje, um acesso à informação muito mais amplo e, consequentemente, um debate idem.

E isso acontece num momento em que tentam cercear até mesmo esse tipo de debate nas escolas, por exemplo, onde as futuras gerações estão sendo formadas. Por isso, para Alessandra Santos da Graça, professora de Sociologia da educação básica, é imprescindível que essas pautas sejam abordadas na sala de aula. 

“A importância desse tipo de debate se dá na desconstrução dos preconceitos e das violências advindos dessas desigualdades. É necessário saber como o machismo estrutura a sociedade e o porquê ainda pauta posições ocupadas por homens e mulheres”, afirma Alessandra Santos. 

Ela reconhece que essa geração tem se atentado mais a essas questões e ressignificado as lutas contra essas desigualdades, especialmente no caso das mulheres. “Acredito que o empoderamento feminino da atualidade se deve ao acesso à informação e à educação, além da luta das organizações de mulheres durante a história”, diz.

Mas Alessandra Santos admite que é preciso avançar muito ainda. “A violência contra a mulher advém de uma sociedade que infelizmente se estrutura nas desigualdades, assim como a desigualdade de gênero, raça e classe. Essa violência muitas vezes é reproduzida dentro da própria família. Esse ciclo de violência precisa acabar e a informação e educação são a melhor maneira”, assegura.  

Para isso, Alessandra afirma que a política deve encarar a violência contra a mulher como pauta principal. “É necessário aplicar as leis que já existem para tentar sanar essa desigualdade, como a paridade dos candidatos. A violência contra a mulher precisa ser abordada por todos os âmbitos sociais. A política não pode deixar de abordar e encarar como obrigação de todos”, ressalta a professora.