Politica & Mulher
Emília Correa garante: mesmo sozinha, continuará defendendo as mulheres na CMA
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E já que quantidade não é qualidade, a vereadora Emília Corrêa promete continuar colocando em pauta - literalmente - os temas que envolvem a defesa dos direitos da mulher e a atuação delas na política. Ela admite que, embora sinta-se preparada para a missão, gostaria de que houvesse mais parlamentares femininas e que atuar numa Casa tradicionalmente masculina sozinha será difícil.

“Sinto-me preparada para ser a única mulher no Parlamento municipal. E estou preparada em todos os sentidos, até porque tenho o dever de representar as mulheres muito bem. Para isso, estarei atenta a tudo, com o ouvido cada vez mais aguçado, a vista mais apurada e os sentimentos e entendimentos bem ligados. Não só para defender a questão do gênero, dos direitos das mulheres, mas também o meu mandato em si”, analisa Emília.

Ao fazer um balanço da sua atuação em 2018, Emília admite que foi um ano difícil, de muitas frustrações, embates e debates. E sabe que as dificuldades só aumentarão, pois, como mulher, sente-se mais cobrada. “Sinto-me na obrigação de produzir cada vez mais, de mostrar mais trabalho, mais eficiência. Minha responsabilidade é enorme, e não só por ser mulher, mas também pelo reconhecimento que Aracaju teve por mim em 2018, quando tive quase 35 mil votos”, lembra.

Durante o ano passado, Emília fez 292 pronunciamentos na Câmara - entre os diretos na tribuna e os apartes; apresentou 277 proposituras - recursos, projetos de lei, decretos legislativos, moções, requerimentos, indicações -, e ingressou com cinco ações judiciais. “Foi um ano bastante conturbado, mas também um ano produtivo”, define. “Que poderia ter sido mais produtivo se a Câmara por si só se respeitasse como Poder Legislativo”, completa a vereadora.

Tão produtivo que, com cautela, ela admite ter um mandato muito mais atuante do que os parlamentares homens. “Sinto-me cumpridora do meu dever na Casa e, agora, como única representante feminina. E sinto que existe uma diferença de atuação. Sem falsa modéstia, sinto-me, sim, mais atuante do que alguns vereadores homens, mas deixo esse juízo de valor para o povo de Aracaju”, diz. É ou não um mulherão da porra?