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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Fábio Mitidieri: “Somos Edvaldo incondicionalmente e sem faca no pescoço. Isso é marca nossa”
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Fábio Mitidieri: ““Ah Fábio, e se o vice não for um nome do PSD, vai ter alguma ameaça de rompimento?” Jamais”

O deputado federal Fábio Mitidieri, presidente do Diretório Executivo do PSD de Aracaju, vê razão e lógica na fala do governador Belivaldo Chagas, dita aqui nesta Coluna, de que ele, o governador, que também é do PSD, vai querer opinar e inferir na escolha do futuro candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Edvaldo Nogueira à reeleição deste ano.

“Eu li a afirmação do governador Belivaldo Chagas dizendo que vai querer inferir sobre a escolha do futuro pré-candidato a vice de Edvaldo Nogueira e achei muito boa. Eu creio que no momento em que se começou a discutir muito antecipadamente essa questão do vice, com a gente ouvindo muitos recados através da imprensa, senti mais que justo que o governador chamasse o pouco do feito à ordem, com a afirmação de que “quero participar e quero opinar””, afirma Fábio.

O deputado federal Fábio Mitidieri faz uma leitura muito aberta dessa prerrogativa do PSD no âmbito do projeto político de Edvaldo Nogueira, garantindo que isso não sinaliza nenhuma imposição desse partido. Muito pelo contrário.

“Nós somos Edvaldo incondicionalmente e sem faca no pescoço. Isso é uma marca nossa. Eu sou Edvaldo, e ninguém me tira isso. Com vice ou sem vice. Como ele achar que deve ser. Mas quando Belivaldo faz essa ponderação, ele está dizendo o seguinte: tudo no seu tempo e tudo na hora certa”, diz Fábio.

“Acho que Belivaldo fez bem, para evitar qualquer tipo de desgaste desnecessário. Mas, como ele bem disse, o foco não é o futuro candidato a vice. O foco é a pré-candidatura de Edvaldo Nogueira. O que nós pretendemos é reeleger o prefeito de Aracaju. Quando o eleitor se dirige às urnas, o faz para votar no candidato a prefeito, não no candidato a vice”, pondera Fábio Mitidieri.

Fábio Mitidieri faz outra leitura do alerta dado por Belivaldo Chagas, para quem o governador também não quis chamar peremptoriamente para e si ou pro PSD a vaga de vice. “Eu nem acho que a fala de Belivaldo chame para si uma questão partidária do PSD. O que ele quis dizer é que a discussão tem que ser em grupo e de que não pode ser de um partido só. Não será isoladamente de Fábio Mitidieri, de Jackson Barreto, do próprio Belivaldo Chagas, de Laércio Oliveira e nem o próprio Edvaldo Nogueira a decisão”, diz ele.

“Óbvio que será uma coisa de grupo, com os partidos levando em consideração uma série de critérios, que vão desde a qualidade do nome que será apresentado, a quem o apresenta e apoia, a estrutura, o que essa pessoa representa - se é jovem de futuro, se simboliza renovação, o que é que ele agrega”, diz.

Apesar de fazer essas concessões relativistas, Fábio não descarta a prerrogativa que o PSD tem, dentro do grupo governista, de indicar o parceiro de chapa de Edvaldo. “Mais do que qualquer outro partido, eu entendo que o PSD tem estofo e tutano para indicar o futuro candidato a vice-prefeito de Aracaju - e isso com todo o respeito aos demais partidos da coligação”, diz.

E ele mesmo apresenta pergunta e resposta a isso. “Por quê? Porque nós do PSD temos defendido a gestão de Edvaldo Nogueira desde o primeiro dia. Não só pelo fato de termos ido para a rua, em 2016, e pedir voto para ele, porque todos do agrupamento aí foram - mas eu sempre digo que o PSD, e eu, especificamente, somos aliados da primeira hora. Defendemos o governo de Edvaldo, vamos para as redes sociais, aos debates, fazemos a defesa das críticas e, por esse perfil que nós temos de aliados incondicionais, entendo que o PSD tem, sim, o direito de pleitear”, diz parlamentar.

““Ah Fábio, e se o vice não for um nome do PSD, vai ter alguma ameaça de rompimento?” Jamais. O PSD aqui não é um partido movido à birrinha, de fazer corpo mole, de ameaçar romper por causa de raivinhas. Comigo e com o meu partido não tem disso. Uma eventual candidatura de vice nossa seria o reconhecimento ao partido pela forma que o PSD tem de defender a gestão de Edvaldo. Mas, se não vier, a gente não vai romper por isso”, diz.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados