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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Ibrain Monteiro: “Faremos um recomeço em favor dos sergipanos e dos lagartenses”
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Ibrain Monteiro, sobre o pai: “A liberdade o alegrou muito e ele vai vencer essa, com certeza”

Sexto deputado estadual mais votado de Sergipe, com 32.059 votos, Ibrain Monteiro, 37 anos, PSC, teve uma ação parlamentar no primeiro semestre desta Legislatura cheio de “atribulações”, como ele mesmo diz, e acha que não conseguiu dar de si tudo que gostaria de ter dado.

Essas “atribulações” passam substancialmente pela detenção do seu pai, o ex-deputado e atual prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro, PSC, no dia 22 de fevereiro e só liberado no último dia 10. Valmir foi detido em virtude de problemas na gestão municipal. 

Bom filho, Ibrain colou no pai. “Eu diria aqui que eu estava praticamente preso juntamente com ele, tanto foi a assistência pessoal que eu lhe dei”, diz o deputado. Ibrain admite que, em decorrência de tudo isso, não operou no Parlamento como deveria e como realmente se planejou.

Mas, honesto, pede desculpas aos eleitores. “Eu diria, sem receio, que por isso nós deixamos um pouco a desejar no exercício do nosso mandato, o que é justificável e pelo que peço desculpas aos eleitores sergipanos e sobretudo aos lagartenses”, disse ele, em entrevista à Coluna Aparte nesta quinta-feira, 13, em seu gabinete da Alese.

Mas Ibrain refaz o seu projeto para o resto do ano. “No segundo semestre faremos, digamos assim, um novo recomeço e nele estaremos trabalhando com força total em favor dos sergipanos e dos lagartenses, em especial”, compromete-se. Leia a seguir a entrevista com Ibrain Monteiro.

Aparte – Como é que o senhor acha que foi o seu primeiro semestre como deputado estadual? 
Ibrain Monteiro
- Olha, todo o Estado de Sergipe sabe que eu e minha família passamos por uma atribulação e uma tempestade gigantesca, que durou quase quatro meses desse primeiro semestre, com o meu pai privado de sua liberdade. Eu diria aqui que eu estava praticamente preso juntamente com ele, tanto foi a assistência pessoal que eu lhe dei. Isso afetou o desempenho do nosso mandato.

Aparte – O senhor não admite que frequentou pouco a Alese nesse período?
IM –
Nem foi isso. Eu diria que a Alese eu frequentei até bem. Mas, em virtude de grandes atribulações, fui pouco ao plenário. Mas daqui desse Gabinete eu discuti muitos problemas de Sergipe. Não fui omisso.

Aparte - Mas isso atrapalhou o exercício do seu mandato?
IM –
Eu diria, sem receio, que por isso nós deixamos um pouco a desejar no exercício do nosso mandato, o que é justificável e pelo que peço desculpas aos eleitores sergipanos e sobretudo aos lagartenses. Mas garanto que meu gabinete aqui na Alese, nessa fase, sempre esteve aberto para atender às demandas do Estado inteiro. Estive à disposição do povo. No segundo semestre faremos, digamos assim, um novo recomeço e nele estaremos trabalhando com força total em favor dos sergipanos e dos lagartenses, em especial.

Aparte – Supõe-se que o senhor terá um foco sobre as questões do centro-sul. Quais são as principais carências dali?
IM -
Olha, nós temos problemas muito sérios com a conservação das rodovias do Centro-sul. Elas estão bastante danificadas, já conversamos bastante com o governador Belivaldo Chagas sobre isso e garanto que ele está sendo sensível a esse problema. Temos problema muito grande no centro-sul com a saúde pública e teremos que focar também na questão da água. O provimento de água é, para todos nós da região, uma questão importantíssima e a Deso está deixando muito a desejar em todas as cidades da região, em especial na nossa querida Lagarto, que sofre demais. São mais de 100 mil habitantes. E teremos um foco muito forte sobre as questões da agricultura. A agricultura familiar é uma tradição muito forte de toda a região.

Aparte - Se não houver apoio à citricultura, ao cultivo da mandioca e a outras culturas, quais as consequências para toda a região?
IM -
Se não houver esse apoio, que considero indispensável para o rendimento de todos os lagartenses e de todas as famílias da região, será grave. Muito grave. 

Aparte – As economias da cidades da região são ainda essencialmente agrícolas?
IM -
Para se ter uma ideia, numa cidade como Lagarto, temos 50% de uma população que mora no núcleo urbano e os demais 50% na zona rural. E não tenho medo de errar com a afirmação de que esses 50% que vivem no meio rural se sustentam hoje 100% da agricultura. A falta de apoio a esse setor gera um prejuízo social. E eu quero dizer que estaremos aqui para defender melhorias junto ao Governo do Estado em prol da agricultura familiar.
 
Aparte - Quando é que o grupo político de sua família vai parar para discutir a sucessão municipal de Lagarto?
IM –
Eu creio que agora não seja o momento para isso, ainda mais pelas atribulações que passamos. Meu pai está restabelecendo sua saúde, que saiu um pouco debilitada, e acho que esse tema eleitoral deve ser tratado no próximo ano juntamente com os nossos amigos, quando decidiremos os rumos das eleições municipais.

Aparte - Mentalmente, como está Valmir Monteiro?
IM -
Não vou dizer aqui que ele está 100%. Nem poderia. Mas ele tem um foco em sua vida, que é o de mostrar a sua inocência em que tudo do que foi acusado. A liberdade o alegrou muito e ele vai vencer essa, com certeza.