YoutubeFacebookTwitterInstagram
Aparte
Author bc92de88786c313d
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Jackson Barreto defende vice à altura das qualidades sociais e não-reacionárias de Edvaldo  
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
19cab9ad066a48b2

Jackson Barreto: “Futuro candidato a vice deve vir para se constituir numa peça nova no xadrez”

O ex-prefeito de Aracaju e ex-governador do Estado de Sergipe, Jackson Barreto, MDB, defendeu, em afirmação exclusiva para a Coluna Aparte, que o pré-candidato a vice-prefeito numa chapa pela reeleição do prefeito aracajuano Edvaldo Nogueira, PDT, deve ter, no mínimo, “qualidades à altura” das que ostenta o atual gestor da cidade.

Na tradução de Jackson Barreto, isso implica ter compromisso com o social, ter boa visão administrativa e não ser um reacionário. Para JB, deve ser, portanto, um político reativo aos perigos de ameaça que a democracia brasileira corre hoje com o modelo de Jair Bolsonaro, a quem ele vê como algo muito indesejado ao Estado Democrático de Direito e muito próximo do fascismo.

“O futuro candidato a vice-prefeito ao lado de Edvaldo Nogueira deve vir para se constituir numa peça nova no xadrez, alguém que seja capaz de compreender o momento político em que estamos vivendo.

Compreender e representar mudanças. A gente vai conversar com todos os amigos do agrupamento para buscar uma saída, e entendemos que um candidato forte a prefeito é assim mesmo: não lhe faltam pretendentes a vice”, afirma.

“Já sabemos o que o atual prefeito de Aracaju representa em termos administrativos: Edvaldo é um bom gestor, é um homem ético no particular e no público, é trabalhador, e que fez e faz uma administração que não se pode questionar, a não ser pelos adversários. Mesmo assim, buscando a tangente das fake news neste momento do processo eleitoral e por razões óbvias da conquista de proveito. Porque, se não fosse o período eleitoral, não haveria nenhuma crítica dos que representam as candidaturas adversárias, porque as questões enfocadas por eles são tão sem importância e de tamanha insignificância que passariam em branco”, diz Jackson.

“De modo que todos nós aliados temos de compreender que este nome, o do futuro vice, deve ser o de uma pessoa que esteja no mínimo à altura das qualidades de Edvaldo Nogueira, o que significa da modernidade, da boa visão de gestor. No campo da esquerda, costuma-se dizer atualmente: “Ah, mas Edvaldo está divergindo do PT”. Tudo bem. Mas Edvaldo Nogueira nunca foi reacionário, nunca foi conservador. E é de não-reacionários e de não-conservadores que estamos necessitando nesse momento tenso da vida brasileira”, reforça Jackson.

“A história pessoal de Edvaldo Nogueira, e eu nem preciso dizer isso aqui, sempre foi a do compromisso com o social, com a inclusão. E aqui chamo a atenção de uma circunstância: o fato de ele ter sido vice-prefeito de Marcelo Déda por duas vezes já diz muito bem qual era o pensamento que Déda tinha a respeito dele. E é o mesmo que o grande bloco das esquerdas e dos progressistas de Sergipe continua tendo”, afirma JB.

O ex-governador garante que não será pelo excesso de pretendentes a vice-prefeito que o processo de candidatura de Edvaldo Nogueira vai sofrer alguma avaria. “De espécie alguma vai ser por uma gula de vice-prefeitos que nós vamos atrapalhar a pré-candidatura de Edvaldo. E é até muito complicado se falar em quadros partidários neste momento. Porque entendo que Edvaldo Nogueira e os aliados devam ter maturidade suficiente para compreender que de uma hora pra outra possa aparecer um pré-candidato a vice que nem seja algum desses que estão aí pensados. Tudo pode acontecer”, diz.

Jackson Barreto nega que tenha apresentado como sugestão de futuro vice o nome do ex-vereador e ex-deputado estadual Robson Viana. “Eu nunca apresentei a Edvaldo Nogueira nenhum pré-candidato a vice-prefeito e muito menos fiz qualquer imposição. Num primeiro momento, fui mal compreendido porque eu disse que um vice tem de ser, acima de tudo, uma pessoa que traga um somatório de ideias novas, porque do prefeito já sabemos qual é a posição política, administrativa e social. Mas a solução deve ser a que for melhor para somar votos e para compreender o momento que estamos passando. Devemos chegar a um vice que se encaixe neste momento”, diz.