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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Lila Moura: "quem gosta de política não a abandona"
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Lila Moura: não sou moeda de troca

Deputada estadual por um único mandato, Alice Maria Dantas Ferreira, mais conhecida como Lila Moura, tem muito mais como legado: foi a deputada mais votada em 2002, com quase 28 mil votos - ficando atrás apenas de Marcos Franco - e, até hoje, é lembrada no meio político.

Mãe de André Moura, um dos políticos de maior ascensão dos últimos anos, ela diz que hoje o foco da família é a carreira dele, mas que todos continuam envolvidos com a atividade, em maior ou menor escala e direta ou indiretamente. Inclusive ela. "Sou servidora pública, não atuo na política, apenas nos bastidores", afirma Lila Moura.

Ela diz que acompanha muito o filho, a nora - Lara Moura , prefeita de Japaratuba - e toda a família que atua diretamente na política. "Fui a mais votada na minha época entre as mulheres e isso ainda tem um respaldo", justifica Lila. Questionada se ainda pretende disputar uma eleição, ela não descarta totalmente a ideia.

"O futuro a gente entrega a Deus. E o futuro politico é sempre incerto, depende muito, porque às vezes a gente espera uma coisa e vem outra. O politico da família hoje é André Moura", ressalta. "Mas eu gosto muito, está no sangue. Quem é politico não deixa de ser nunca. Quem gosta de política não a abanodona. E tudo começou com a gente, somos os precursores da família de certo modo", completa.

Ela considera "importantíssimo" que as mulheres procurem cada vez mais ocupar esses espaços. "Temos que estar atuando na área. E eu aplaudo e torço muito para que esse espaço continue sendo ocupado", destaca Lila, que elenca suas principais atuações enquanto deputada e acredita que ela é que faz o seu nome estar vivo até hoje.

"Tive várias atuações, mas sempre procurei estar nas comunidades, ajudando os mais carentes. O projeto de Maria do Carmo, por exemplo, o Pró-Mulher, eu fui a autora e incluí o exame de próstata. Foram pontos muito bons e muito positivos. Eu trabalhei muito, fiz parte de seis Comissões na Assembleia, inclusive, fui presidente da Comissão de Economia e Finanças", elenca.

A Coluna também a questionou sobre a informação que vem sendo veiculada de que ela teria sido a moeda de troca num acordo entre André Moura e o governador Belivaldo Chagas. "Esse acordo, por esse motivo, não existe. Inclusive, não sei de nada. Desconheço e não fui avisada de nada", garante.

"Aquilo é mentira. Estar à disposição não tem nada a ver com acordo. Sou servidora e estou prestando meu trabalho, não fui moeda de troca. Já estou há algum tempo na Secretaria. E na campanha passada, André enviou vários milhões para Aracaju, que hoje Edvaldo (Noguiera, o prefeito), trabalha muito a partir desses recursos", ressalta. Lila é pedagoga e tem pós-Graduação na área.