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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Mulheres derrubam Bolsonaro: ato virtual marca luta contra presidente em Sergipe
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Érika Leite: “É preciso que as mulheres e toda a sociedade se mobilizem”

“Mulheres derrubam Bolsonaro”. Para além de a Coluna gostar bastante dessa frase – toda mulher deveria se posicionar contra um presidente que a oprime –, ela é muito simbólica diante de todo o atual cenário político do país, onde a desigualdade de gênero e a supremacista masculina imperam cada vez mais.

Por isso, no último domingo, dia 14, mulheres do todos os cantos do Brasil realizaram um ato virtual de repúdio aos retrocessos constantes que vêm norteando as políticas públicas desse governo. Segundo a educadora popular, feminista e bacharel em Geografia, Érika Leite Santana, as mulheres sergipanas promoveram um tuitaço e lives.

“Fizemos ecoar nossas vozes através das redes sociais, numa mobilização em torno de um abaixo-assinado, a partir do Fórum Sergipano de Mulheres e outros movimentos”, revela Érika Leite. Para ela, é através da articulação, principalmente das mulheres, que representam mais de 52% do eleitorado e da população, que um governo como esse pode, sim, ser derrubado.

“É um governo que não governa para o povo. Não acredito que as ações que as mulheres vêm articulando desde o #EleNão, antes das eleições, sejam apenas para chamar a atenção. Os atos têm um cunho de denúncias de irregularidades que esse governo vem promovendo em diversas pautas, não apenas agora durante a pandemia, mas na educação, na moradia, na saúde pública em geral, etc”, argumenta.

De acordo com Érika, são várias as formas de demonstrar à sociedade o quão perigoso está sendo o modo inoperante que o atual presidente vem gerindo o governo e como isso tem levado a ações que afetam as mulheres. “É fundamental que as mulheres se mobilizem, porque ele demonstrou, desde o princípio do seu “projeto”, ser uma figura que tinha claramente uma rejeição e uma forma evidente de achar que as mulheres são uma falha, como se referiu à própria filha”, lembra.

Além disso, para Érika, a formação ministerial, com apenas duas mulheres (Damares Alves, no da Família e Tereza Cristina no da Agricultura) também depõe contra Bolsonaro. “Suas ações mostram a todo instante que ele não compreende a necessidade de governar para todos, homens e mulheres. É preciso que a gente se fortaleça, não só as mulheres, mas todas as comunidades que sofrem com esses retrocessos”, reforça.

Ela destaca, inclusive, que essa mobilização é permanente. “E não apenas pela presença de Bolsonaro na Presidência, mas por um país que nos faça avançar e não retroceder, que é o caso que estamos vendo no Brasil, que vem destacando-se de forma negativa quando avança no índice de pobreza, de violência, de analfabetismo e até na pandemia. É preciso que as mulheres e toda a sociedade se mobilizem, para que a gente reafirme que a democracia é fundamental nesse e em qualquer governo”, afirma.