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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Neófitas, deputadas Diná Almeida e Maisa Mitidieri sonham com mais espaço para a mulher
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Diná Almeida: uma das duas novas representantes femininas na Alese

A legislatura atual que compõe a Assembleia de Sergipe conta com seis deputadas estaduais. É o maior número de representação feminina desde a criação da Casa. E mais: das seis, quatro são estreantes.

Entre elas, as deputadas Diná Almeida, Podemos; e Maisa Mitidieri, PSD. “É uma honra ter sido escolhida como representante do povo sergipano e poder defender os interesses da nossa população. É mais honroso ainda saber que faço parte dessa renovação feminina", diz Diná.

“Sabemos que por muitos anos, nós mulheres fomos inferiorizadas, sofremos com preconceito e tentativas de desvalidar nossas conquistas e nosso espaço. Então, é motivo de orgulho estar na Assembleia e poder dar o exemplo para as mulheres de Sergipe, provando que podemos sim ocupar não só mandatos políticos, como qualquer posição profissional”, completa. 

Diná Almeida garante que a ocupação de espaços por mulheres é uma pauta que é prioridade em seu mandato e que deveria ser, no entendimento dela, de todos os políticos. Diná preside a Comissão de Economia e de Frentes Parlamentares, posições que ela considera importantes.

“Só de haver uma mulher ocupando um mandato político já é uma conquista, uma busca por espaço. Mas isso não significa que está bom por aí. Não podemos mais aceitar que exista, entre homens e mulheres, esse abismo que se reflete em respeito, salário, cargos profissionais e etc. Nossa luta é diária pela igualdade de direitos e oportunidades”, assegura.

Para Diná, a bancada é um espaço importante de voz e de luta. “Nós temos uma atuação bastante ativa, trabalhando em diversas frentes, desde os assuntos mais simples até campanhas importantes, como a de prevenção ao câncer de mama, conscientização sobre a violência contra a mulher, promoção da igualdade de direitos, entre outras pautas”, revela.

4ff742e8683b7af8 Maisa Mitidieri: exclusão histórica que repercute até hoje

Segundo dados do Cadastro Eleitoral, houve um aumento de 52,6% de mulheres eleitas no último pleito em 2018, isso em comparação a 2014. Para Maisa Mitidieri, longe de ser considerada uma representatividade satisfatória, é importante que, a cada eleição, a mulher venha ganhando mais espaço dentro do universo político que por séculos foi considerado local exclusivo dos homens. 

“Estamos percorrendo um caminho­­ difícil dentro do âmbito político. Somos maioria, mas não temos representação suficiente. Um exemplo claro é na Assembleia Legislativa de Sergipe, em que de 24 deputados apenas seis são mulheres”, afirma. 

“A reserva de vagas para nós mulheres foi uma das primeiras iniciativas criadas para a inserção da mulher na política. Em 2018, a Resolução TSE nº 23.553/2017 estabeleceu que fossem destinados no mínimo 30% dos recursos do Fundo Partidário para as campanhas femininas e projetos de difusão do tema”, acrescenta a deputada.

Por isso, para este ano, com as eleições municipais, ela espera que essas iniciativas surtam ainda mais efeito. “As mulheres ainda têm muita dificuldade em querer ocupar um cargo de poder, e isso deriva de uma exclusão histórica que repercute até hoje. Mas estamos trabalhando incansavelmente para que nas eleições municipais deste ano alcancemos o número histórico de mulheres eleitas”, diz Maisa.