Politica & Mulher
Patrulha Maria da Penha efetua terceira prisão e comprova efetividade 
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Patrulha Maria da Penha salva a vida de muitas mulheres

Na última  sexta-feira, 3, a Guarda Municipal de Aracaju realizou a terceira prisão por violação de medida protetiva desde que a Patrulha Maria da Penha foi implantada pela Prefeitura, em parceria com o Tribunal de Justiça de Sergipe, em maio do ano passado.

Segundo o diretor-geral da Guarda Municipal, subinspetor Fernando Mendonça, a guarnição recebeu o chamado da assistida no início da manhã, mas quando chegou ao local, o ex-companheiro dela já havia saído. Quando recebeu um novo chamado da assistida, a guarnição retornou e conseguiu prendê-lo em flagrante.

Pela medida protetiva, o ex-companheiro não poderia se aproximar da vítima, devendo permanecer, no mínimo, a 200 metros dela, além de não poder realizar nenhum tipo de contato. Como não respeitou a medida, ele foi conduzido à Delegacia de Grupos Vulneráveis – DAGV –, onde prestou depoimento à delegada Renata Aboim, que considerou a atuação da Patrulha determinante.

“A Patrulha tem realizado um trabalho excelente através dessa parceria maravilhosa que só veio somar nesse combate à violência contra a mulher”, destaca Renata. Em novembro do ano passado, quando foram concluídos os seis meses de projeto, a Patrulha entrou em uma nova fase e a forma de trabalho passou por algumas mudanças, como o horário de atuação, que passou a ser 24h, e o aumento do número de assistidas, que passou para 25.

Para medir a gravidade dos casos, a Patrulha Maria da Penha usa um método de classificação no qual as cores verde, amarelo e vermelho indicam o grau de periculosidade, sendo verde o mais leve ou praticamente fora de risco, amarelo intermediário e vermelho o mais grave. Todas as mulheres indicadas pelo TJ começam o acompanhamento com a Patrulha em nível vermelho. No entanto, isso vai sendo modificado ao longo do acompanhamento, que é feito com base nas necessidades de cada mulher.

Atualmente, 15 profissionais atuam na Patrulha, divididos nas funções de técnico-administrativo, que são da parte cartorial; e os da parte operacional, guardiões que trabalham de forma intermitente para que as mulheres não fiquem sem assistência. Para o subinspetor, as três prisões já realizadas pela Patrulha desde o início da prestação desse serviço são fruto de um trabalho diferenciado da Guarda Municipal.

"Na verdade, é um trabalho intersetorial da administração municipal, que já resultou em mais de 1.500 visitas de maio de 2019 para cá, uma média de quase 50 visitas por mês para cada assistida. É um acompanhamento constante, contínuo e que tem resultado", garante.

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil