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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Paola Santana: “Não me vejo trabalhando com outra coisa além de política”
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Paola Santana: “Ser filha não me dá benefícios. Ele cobra tanto ou mais” (Foto: Márcio Garcez)

Paola Rodrigues de Santana, 34 anos, é a secretária de Governo do município de São Cristóvão e o braço direito do prefeito Marcos Santana. Ela comanda uma das pastas mais importantes da administração e é vista como uma grande interlocutora das ações do município.

Formada em Designer Gráfico e pós-graduada em Comunicação, Paola trabalha com comunicação pública desde 2006 e, além disso, sempre teve aproximação com a política, já que foi criada nesse ambiente, no qual chegou a trabalhar com campanhas em produção, coordenação ou articulação.

Apesar de toda essa vivência, ela admite que a situação em São Cristóvão era diferente de tudo o que já havia vivenciado e que, por isso, aceitar a missão foi - e tem sido - um verdadeiro desafio. “Por ter uma relação afetiva com a cidade, as coisas se tornam um pouco mais difíceis, a ansiedade de querer fazer dar certo aumenta. Mas nada que me faça parar”, assegura.

De fato, Paola parece imparável. Mesmo diante de muitas críticas, ela não se abate e segue firme no propósito de fazer mais e melhor. “Sou testada todos os dias, questionada sobre a minha capacidade técnica, sobre a minha pouca idade”, diz. Ela e Marcos Santana, que é o pai, são, inclusive, acusados de nepotismo.

“A julgar pela pouca capacidade de quem usa isso como munição contra a gestão, não tenho com o que me preocupar”, rebate. Segundo Paola, a Secretaria de Governo funciona como meio de diálogo com os vereadores, com a comunidade e com as outras Secretarias. 

“Amo o que faço, tenho comprometimento e não me vejo trabalhando com outra coisa além de política. Não tenho medo de desafios”, assegura. Quem a vê tão assertiva, não imagina que assumir a Secretaria nunca esteve em seus planos. “Entrei depois que o secretariado já estava definido”, lembra.

“Minha vontade de fazer pela minha cidade nada tem a ver com cargo. Meu pai está prefeito e sempre nos ensinou que tínhamos compromisso com a cidade onde crescemos. Então, independentemente da profissão que eu escolhesse, eu trabalharia para o bem dela”, reitera Paola.

“O meio político é naturalmente machista e misógino. Mas, na gestão, somos maioria em cargos de chefia. Logo, não me incomoda questionamentos sobre gênero”, revela. Mas ela não pretende ingressar na política de disputas eleitorais. “Sou de bastidor”, diz.

Paola avalia que a gestão do pai vai bem e diz que sua colaboração para com ela não é diferente da dos demais secretários. “Ser filha não me dá benefícios. Ele cobra tanto ou mais. Não posso errar, eu não admito - nem ele”, observa.

Aliás, Paola admite que ela e o pai são muito parecidos na condução das coisas. “Ele com mais prudência, talvez por conta da experiência e da maturidade”, define. E faz uma autocrítica: “Apesar das dificuldades, estamos cumprindo o proposto em campanha e definido no Plano de Governo. Claro que gostaríamos de ter resolvido todos os problemas, mas isso seria irreal, dado o histórico das administrações anteriores”, pontua.

E isso só faz com que Paola continue o trabalho. “Temos a população a nosso favor, uma equipe alinhada e muito parceira. Nessa gestão, ninguém solta a mão de ninguém”, assegura.