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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Pela primeira vez, em 50 anos, TCE tem duas conselheiras
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Angélica Guimarães é uma das suas representantes femininas no TCE

Em 50 anos de instituição, o Tribunal de Contas do Estado teve apenas três conselheiras mulheres, sendo que a primeira foi Isabel Nabuco D'ávila, que, inclusive, chegou a presidir a Corte – até hoje, ela foi a única mulher a presidir o órgão, e é uma conselheira aposentada.

Atualmente, há duas mulheres entre os sete conselheiros - Susana Azevedo e Angélica Guimarães. Ambas são oriundas da Assembleia Legislativa de Sergipe - Alese. Vice-presidente da Corte, Susana é advogada, pós-graduada em Direito Público e radialista, foi vereadora de Aracaju por duas legislaturas e deputada estadual por cinco.

Susana assumiu o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe em 25 de fevereiro de 2014. Já Angélica ocupa o posto de corregedora-geral. Empossada em janeiro de 2015, ela é médica e pós-graduada em Contabilidade Pública.  Foi prefeita de Japoatã e exerceu quatro mandatos ininterruptos de deputada estadual, ocupando por duas vezes os mandatos de presidente da Casa Legislativa.

As duas conselheiras compreendem que ocupam um espaço importante no TCE dentro da representatividade de gênero. “A cada dia mais entramos em nichos de trabalho antes considerados apenas masculinos. Já somos maioria em grande parte dos cursos das universidades e por consequência, aumentamos a participação em cargos de chefias e gerências”, diz Susana.

Segundo ela, nada foi fácil, mesmo tendo sido reverenciada por sete mandatos ininterruptos - “e acredito que pelo voto feminino, na sua maioria”, diz. Sempre engajada, Susana elaborou na Alese várias leis em defesa das sergipanas, inclusive a que criou o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.    

8f518fbc93945e2dSusana Azevedo reforça o time feminino e quer o fim da desigualdade de gênero

“No TCE, além de julgar, combater a ineficiência da gestão pública, pensamos sempre na construção de uma sociedade mais justa e coerente, na efetividade da prestação de serviço em tempo hábil e digna para o contribuinte. Gosto de orientar, pensar sempre na qualidade do serviço e no melhor uso do erário público”, salienta Suzana Azevedo.

“Acredito na família, célula-mater da sociedade e, sem chances de errar, creio que os avanços da mulher trarão maiores benefícios para todos, para a educação, a saúde, e para um Brasil bem melhor”, avalia a conselheira.

Para Angélica Guimarães, ocupar uma cadeira no TCE a faz sentir, além de uma técnica, uma representante da mulher. “Eu me sinto representante de todas elas, e é com muito orgulho que a gente ocupa este espaço. Em Sergipe, são três mulheres que já o ocuparam este espaço nesses 50 anos”, ressalta.

Além de se dizer orgulhosa, a conselheira acredita estar “representando muito bem” a mulher sergipana, a mulher brasileira. “São difíceis esses espaços de poder e nós conseguimos”, destaca.

Para além disso, Angélica diz que as mulheres são mais cuidadosas em toda função que ocupam. “Acho que a mulher ocupa melhor esses espaços, não querendo dizer que o homem não o faz tão bem, afinal, toda regra tem exceção. Mas acho que a mulher tem o cuidado através de um olhar especial. Por onde a gente passa, e nos cargos que a gente ocupa. Eu me sinto muito feliz ao representar todas elas”, reforça.

Susana se diz otimista de que, no futuro, a realidade será ainda melhor. “Já comandamos vários órgãos governamentais destinados a gerir políticas para as mulheres e isso se torna imprescindível nos avanços para o fim da desigualdade de gênero”, reitera. Que não sejam precisos mais 50 anos para isso acontecer...