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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Pouco espaço político ou excesso de discrição fazem de Eliane Aquino mais uma vice apática
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Eliane Aquino: vice-governadora ainda não disse a que veio 

A primeira coluna Mulher & Política, publicada em 1º de fevereiro deste ano, trazia a vitória de Eliane Aquino, PT, para vice-governadora como um marco na história política recente de Sergipe: ela foi a segunda mulher eleita para o Executivo Estadual. A primeira havia sido Marília Mandarino, vice-governadora de João Alves nas eleições de 2002.

Na época, Eliane Aquino disse à Coluna que esperava “ter um papel atuante e não figurativo”, mas sabia que isso dependeria de vontade política e que poderia não ser tão fácil. “O debate acerca da representatividade das mulheres em espaços públicos se faz cada vez mais urgente. A presença da mulher em cargos eletivos acaba sendo um espelho da nossa sociedade”, observou Eliane Aquino.

De acordo com Eliane, havia - e há - uma lacuna histórica imensa a ser preenchida. “O ambiente da política ainda é extremamente machista. Quando levamos em consideração que somos a maioria da população, mas temos um percentual mínimo de mulheres nos representando na política, vemos o quanto ainda precisamos avançar”, ressaltou

Exatamente por isso, ela já sabia que a posição da mulher deve ser a de combate. “O preconceito ainda é forte e as mulheres precisam lutar o tempo inteiro para mostrar sua competência, por espaço, por igualdade de oportunidades e por respeito”, lamentou à época. 

Quatro meses de mandato depois e três da entrevista, está claro que Eliane Aquino tem crescido e aparecido pouco. Talvez ela tenha encontrado um governo centralizado e, como geralmente acontece, sem muita oportunidade de atuação para um vice.

Ou talvez tenha esbarrado na frequente falta de vontade política para apoiar e incentivar mulheres. Ou, ainda, tenha escolhido a discrição como norte de seu mandato – ela, inclusive, se recusou a conceder esta semana entrevista para a Coluna, alegando preferir esperar um pouco mais para falar com a imprensa. Algo não vai bem?

O fato é que aquela Eliane participativa da campanha tem aparecido pouco – um evento aqui e outro acolá, mas sem uma marca efetiva mesmo. Quanto disso é responsabilidade dela, do governador Belivaldo Chagas ou do próprio sistema político, não se sabe. Mas o que fica claro é que Eliane Aquino, que gosta de Política com P maiúsculo, poderia ser melhor aproveitada na gestão desse Estado de necessidades urgentes e profundas. Ela não deveria ser uma vice de mandato minúsculo.