Politica & Mulher
Alba de Ailton: “Deus e o povo me fizeram aceitar o desafio”
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Alba de Ailton: saúde e educação como prioridades

O município de São Francisco elegeu Alba Nascimento, MDB, para prefeita, em eleição suplementar no último domingo, dia 1º. Ela obteve 1.844 votos, o que corresponde a 65,07% dos votos válidos – o candidato Luan Araújo Cardozo, PSB, conseguiu 34,93%, ou 990, dos votos. A diferença de votos entre a candidata eleita e o segundo colocado foi de 854.

O índice de abstenção foi de 12,17%, número que corresponde a 414 eleitores aptos a votar em São Francisco. A eleição suplementar ocorreu devido à chapa majoritária (Altair Santos Nascimento e Manoel Messias Nascimento Araújo), eleita em 2016, ter sido cassada por captação ilícita de sufrágio (compra de voto). Esses candidatos (eleitos em 2016) foram filmados durante a visita à casa das eleitoras popularmente chamadas de “Michelinha” e “Tuta” (mãe da primeira).

São-francisquense de nascença e de coração, Alba é uma professora aposentada pela rede estadual que tem no currículo experiências como secretária de Assistência Social da Prefeitura de São Francisco; e como diretora e coordenadora de escolas da rede pública e, agora, aos 56 anos, encara um novo desafio.

Ela entrou em cena na campanha eleitoral para substituir a candidatura do esposo Ailton Nascimento - ex-prefeito do município por três mandatos e impugnado pela Justiça Eleitoral, faltando apenas 25 dias para a eleição suplementar. Segundo Alba, Deus e o povo a fizeram aceitar o desafio.

“Quando souberam da impugnação (de Ailton), foram na rua protestar e aí começaram a chegar na minha porta. Foi aquele Deus dará, o povo dizendo: “chega que vai ser você. Você é a candidata”. E eu dizendo: “não, não, não”. Mas, no final das contas, eu sei que não tive por onde correr e aqui estou”, relata.

Agora, ela promete implementar ações, principalmente, na Saúde e na Educação durante o mandato de praticamente apenas um ano. “Temos várias áreas para trabalhar. Mas primeiramente mesmo é na saúde e educação. Pois, sem educação não temos saúde e sem saúde não temos educação. Há uma carência muito grande de assistência a pessoas que necessitam de tratamento, por exemplo. Claro, a assistência social também será trabalhada”, informa.

Segundo ela, a pequena São Francisco está parada no tempo, pedindo socorro. “A gente vê a manifestação da população. Nossa cidade queria mudança, transformação. E eles confiam muito no meu trabalho e no do Ailton. Quando ele passou pela Prefeitura trabalhou e fez a nossa cidade crescer”, reitera.