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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

PSOL aposta em Linda Brasil para alcançar vaga na Câmara
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Linda Brasil: militância traduzida em representatitividade

Na próxima eleição, o PSOL vai tentar conquistar a primeira vaga na Câmara de Vereadores de Aracaju. Isso porque a regra eleitoral para eleger proporcionais mudou e dará mais chances a partidos pequenos que tinham boas votações individuais, mas não atingiam o quociente eleitoral, a exemplo de Linda Brasil.

Linda Brasil teve, na campanha passada, mais votos que os últimos quatro vereadores que entraram e, exatamente por isso, o partido apostará nela novamente dessa vez. Linda garante que está preparada para o desafio, em virtude de toda a militância que desenvolve há anos em Aracaju e em Sergipe. Além disso, para ela, o momento é de necesisdade de mudança política.

“E eu represento essa mudança significativa na política, atualmente recheada de homens brancos, heterossexuais. Tenho uma militância em favor dos direitos humanos, da comunidade LGBT, das pessoas trans, das mulheres, dos negros e negras, e sei da importância desse grupos minoritários ocuparem a Câmara Municipal”, afirma Linda Brasil.

Linda Brasil não tem dúvidas de que o partido tem “muitas condições” de ocupar essa cadeira. Mais: para Linda, passou da hora de o PSOL ocupar essa vaga. “Aqui, em Sergipe, não temos ainda nehum parlamentar eleito pelo PSOL, então, já é tempo. O partido tem uma importância muito grande na política nacional, pelo enfretamneto que faz aos ataques à classe trabalhadora, aos grupos ditos minoritários”, justifica.

Aliás, para Linda, o PSOL tem essa característica muito forte de uma base de militância nos movimentos sociais e nos sindicatos. “Tenho certeza de que temos condições de, em 2020, ocupar esse espaço e contribuir para essas mudanças na CMA e com o desenvolvimento de projetos que ajudem a toda a sociedade”, ressalta.

Segundo Linda, a prioridade num possível mandato seria o coletivo, trabalhado junto a vários movimentos sociais e com foco na educação, no direito à cidade, no transporte público e na moradia. “São várias as questões que têm a ver com os direitos humanos e que são fundamentais para que a gente possa viver numa cidade na qual as pessoas se sintam donas e não tenham medo de ocupar os epaços”, destaca.

Para isso, Linda considera essencial a capacitação de agentes públicos e dos profissionais que trabalham com esse público. “Porque as políticas públicas são mais focadas na repressão e não na conscientização. Mas a gente acredita que para diminuir a violência é preciso investir em educação, dando oportunidade de acesso à informação e ao conhecimento”, diz ela.

Questionada se a Câmara estaria preparada para ter uma mulher trans como parlamentar, ela diz que não, mas que terá de se preparar. “Porque a gente precisa de representatividade”, diz. Para Linda, o fato de ser uma pessoa trans consciente do processo de exclusão, fará com que ela não  compactue com a política eleitoreira, colonialista que acredita ser praticada por aqui.

“Precisamos de gente que aja de acordo com seus ideais, que seja firme na luta e cercada de pessoas que também o sejam, a fim de desenvolver projetos que beneficiem a população. E eu acredito muito que, chegando lá, a gente vai tensionar esse epaço e provocar mudanças importantes”, reitera Linda Brasil, que deverá ter seu nome definido nas convenções municipais do partido.