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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

“Quarentena não te fará refém do teu algoz", alerta advogada Flávia Elaine Santana
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Flávia Elaine: "É preciso tomar uma atitude antes que essa violência se torne feminicídio"

O Rio de Janeiro já registrou aumento de 50% de casos de violência doméstica. O dado chamou a atenção da advogada Flávia Elaine Santana, que atua com direito de família. “Vi as notícias do aumento desse tipo de violência na China, durante a quarentena. Agora, aqui no Rio de Janeiro, e isso é muito preocupante”, diz Flávia Elaine. 

Segundo Flávia Elaine Santana, as estatísticas e os estudos sobre o tema confirmam que, aos fins de semana, por exemplo, há um aumento considerável de violência doméstica, porque as famílias estão em casa, tem o uso de bebida alcoólica e de droga, por exemplo. “Quando se está confinado, a tendência é que esse cenário seja ainda pior”, alerta ela.

Isso porque há um fator adicional, que é o estresse, aliado à necessidade de ficar em casa. “Ela não pode fugir, se livrar do agressor ou evitar o contato, então ficam os dois no mesmo local, com os ânimos à flor da pele e as coisas podem acontecer a qualquer momento. E acontecem. Mas a quarentena não te fará refém do teu algoz", ressalta a advogada.

A preocupação dela - e a desta Coluna - é a de informar para quem está vivendo essa realidade que os serviços de atendimento a esses casos estão funcionando. “Tanto as delegacias quanto o plantão judiciário vão estar funcionado e poderão determinar as medidas protetivas de urgência, para que essas mulheres não pensem que por estarem em quarentena são obrigadas a viver essa relação de violências”, argumenta.

Inclusive, se a mulher não tiver para onde ir, pode procurar uma casa-abrigo. “É preciso tomar uma atitude antes que essa violência se torne feminicídio, e sensibilizar não só as vítimas, mas todos que sabem dessa situação e se omitem, porque ela é muito grave e pode transformar qualquer mulher em estatística”, alerta Flávia Elaine. “Em tempos de coronavírus, precisamos unir as nossas forças e lutar contra tudo e todos os agentes nocivos”, reforça.