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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Rose Morais: “OAB mantém ranço de machismo institucional”
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Em 2015, Rose Morais quase entrou para a história da OAB/SE

Apesar de a atual bancada federal da Ordem dos Advogados do Brasil de Sergipe - OAB/SE - ser formada exclusivamente por mulheres - Tatiane Gonçalves Miranda Goldhar, Glícia Thais Salmeron de Miranda e Adélia Moreira Pessoa -, o histórico da entidade traz à tona um certo ranço de machismo institucional.

Rose Morais, advogada que quase se elegeu presidente em 2015, perdendo por uma média de menos de 3% para o ex-presidente Henri Clay Andrade, sabe bem que a entidade mantém esse perfil. E reclama de assim o ser. “Embora haja uma paridade no número de profissionais, os cargos de direção são ocupados, na maioria absoluta, por homens”, critica Rose.

De fato, a instituição nunca foi presidida, em nível nacional, por uma mulher. O mesmo acontece com a seccional de Sergipe. "A única chance real que a OAB sergipana teve de ter uma mulher na Presidência foi em 2015, comigo”, ressalta.

Rose chama a atenção para a importância de Sergipe ter, hoje, as três conselheiras federais, mas questiona: “será que elas ficarão por quanto tempo? Ficarão por metade da gestão, de forma igualitária? Acredito que não”, lamenta.

Para Rose, embora não haja um censo que quantifique os advogados sergipanos ou mesmo brasileiros por gênero, é notória a presença de mulheres nos fóruns, por exemplo. “A gente percebe que ocupa até mais espaços hoje em dia”, diz.

Por isso, ela admite que gostaria que o sucessor do atual presidente, Inácio Krauss, fosse uma mulher. “Já é o momento de ocupar esse espaço, porque, na verdade, se a gente já tem tanta ocupação de espaço na carreira, por que não ter dentro da instituição, por que não observar nosso valor político também?", questiona.

Com a palavra, os advogados e as advogadas de Sergipe. Afinal, até quando as advogadas poderão presidir comissões, ser conselheiras federais, mas não as dirigentes principais da OAB?