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Politica & Mulher
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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Superintendente do HU defende atuação da unidade em casos de saúde pública
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Ângela Silva: unidade oferta um serviço de qualidade por ser um hospital-escola

A médica infectologista Ângela Maria da Silva, superintendente do Hospital Universitário – HU – de Sergipe está no lugar certo e na hora certa: superintendente do HU há 14 anos, nesses tempos de pandemia de coronavírus, ela tem ajudado a unidade a, mais uma vez, prestar um serviço essencial à sociedade.

É que o Hospital Universitário, vinculado à Universidade Federal de Sergipe – UFS –, destinou 30 leitos para o tratamento da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. “São 14 leitos para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 16 leitos clínicos”, revela Ângela Silva.

No atual cenário da doença no Estado, com 280 casos confirmados e 12 óbitos – dados desta quarta, 29 –, a médica acredita que disponibilizar esses leitos a mais para a população representa muito. “Principalmente os de UTI, já que há um déficit no Estado e no Brasil inteiro”, ressalta.

De acordo com Ângela, a unidade vai funcionar de forma referenciada, o que quer dizer que os pacientes serão regulados pela Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju. “O HU-UFS não será porta aberta, os pacientes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde ou um Serviço de Urgência, sendo, então, regulados para o HU ou outro Serviço”, explica a médica.

Para ela, o HU-UFS oferta sempre um serviço de qualidade por ser um hospital-escola. Foi assim, por exemplo, na epidemia de Zika, quando a unidade fez um atendimento diferenciado e decisivo no atendimento das crianças portadoras da doença. “O ambulatório de alergia alimentar também é referência para o Estado de Sergipe, assim como a triagem neonatal, o chamado exame do pezinho, etc”, elenca.

De acordo com a superintendente, a grande virada do Hospital veio quando ele passou a ser gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh – para os Hospitais Universitários Federais. “Com a Ebserh, vieram os grandes investimentos, tanto de recursos humanos quanto de equipamentos e reforma e construção de novos prédios”, comemora.

Para ela, a população foi convocada para uma “guerra” de combate a um inimigo invisível, “independentemente da profissão, do tempo de afastamento na assistência a paciente graves emergenciais”. “E a maior arma é a nossa inteligência e o nosso dever de profissional de saúde: a vontade de servir ao próximo”, assegura.