Politica & Negócios
OPINIÃO – Empreendedorismo dentro dos limites de uma organização já estabelecida
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[*] Juliano César Faria Souto
 
Um dos maiores desafios vividos por uma organização é sua perpetuação. Este tema tem sido exaustivamente discutido entre executivos, empreendedores e acadêmicos, e se tornado pauta de vários livros, sendo “Feitas para durar”, de autoria de James Collins e Jerry Porras, um dos mais famosos.
 
Em minha opinião, um dos passos decisivos para alcançar essa perpetuação é a profissionalização da gestão e estar pautada na meritocracia. Nesse sentido, então, quais ações as organizações e os profissionais devem praticar para alcançar o intraempreendedorismo, a versão em português da expressão “intrapreneur”?
 
O que significa empreendedor interno, ou empreendedorismo dentro dos limites de uma organização já estabelecida? O tão almejado “olhar de dono do negócio”? Em resumo, o que é intraempreender?
Necessariamente, é uma mudança cultural. É muito mais que desempenhar bem o seu papel na organização. É olhar para “fora da caixa”, com a liberdade de exercer as suas próprias ideias, tendo a oportunidade de fazer diferença significativa no resultado.
 
Isso é resultado de relação entre o líder e uma equipe, pautada na valorização das iniciativas destes, o que dá aos profissionais a confiança necessária para tomarem boas decisões e agregarem valor ao negócio. É a chamada construção de relacionamentos e não somente de processos.
 
A partir de uma livre interpretação do original de “Os 10 mandamentos do intraempreendedor”, escrito por Rodrigo Anunciato, gerente de Soluções e Projetos da GS&MD - Gouvêa de Souza, listei alguns pontos que considero fundamentais:
 
1. Vá trabalhar todos os dias disposto a fazer o melhor que puder;
2. Negar-se a executar as ordens recebidas faz parar seus objetivos;
3. Faça todo e qualquer trabalho necessário, independentemente de ser sua função;
4. Encontre pessoas para ajudá-lo;
5. Siga sua intuição sobre as pessoas que você escolher e trabalhe com elas sempre para o melhor;
6. A publicidade aciona o sistema imunológico corporativo;
7. Nunca aposte em uma corrida, a menos que você esteja participando dela;
8. É mais fácil pedir perdão que permissão;
9. Seja fiel ao seu objetivo e realista sobre os caminhos para alcançá-lo;
10. Honre seu líder, para que essa mudança cultural possa acontecer. Porque é imprescindível que os líderes apoiem o comportamento intraempreendedor para que esse ganhe força, confiança, e para “tirar os profissionais da toca”. Sem isso, a grande maioria pensa que não é seguro sair.
 
Então, vamos intraempreender?
 
Os pontos listados acima podem não refletir exatamente a mensagem do autor. Você pode acessar ao texto original emhttp://www.gsmd.com.br/pt/eventos/gestao-de-talentos-em-foco-20140324-173455/os-10-m andamentos-do-intraempreendedor.
 
O termo “intrapreneur”, utilizado pela primeira vez em 1985, e os 10 mandamentos são de autoria de Gifford Pinchot III, empresário, autor e cofundador americano do Graduate Institute Bainbridge, agora chamada Universidade Pinchot.
 
[*] É administrador de empresas, sócio administrador do Grupo Fasouto e líder empresarial, exercendo atualmente o cargo de vice-presidente da ABAD - Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados.