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Biofertilizantes proporciona produção do alface com baixo custo, comprova pesquisa
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Resultado da pesquisa é um atrativo para os interessados em tecnologia social

Uma pesquisa desenvolvida por um bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe - Fapitec/SE - pode mudar a forma de cultivo de alface em Sergipe. A prática faz uso de biofertilizantes na produção da hortaliça, e o produto natural pode ser usado para nutrir e proteger outros tipos de mudas e culturas perenes.  

O pesquisador do projeto, Luciano Santos de Jesus, é estudante de Tecnologia em Agroecologia no Instituto Federal de Sergipe - IFS -, do campus de São Cristóvão. Para o graduando, o projeto foi um sucesso, com alto índice de capacidade, uma vez que foi possível desenvolver uma cultura adaptável, que é a alface, com um resultado de curto prazo, devido o ciclo dessa cultura.

“Foram usados 35 vasos, com aproximadamente cinco quilos do solo, selecionado e peneirado, e sete tipos de tratamento. No final do projeto, dentre os três tipos de biofertilizantes, para essa variedade de alface, o que melhor apresentou resultados foi a manipueira”, explica.

O resultado da pesquisa está disponível no IFS. É um atrativo para os interessados em tecnologia social, uma vez que a adubação foliar é utilizada com materiais acessíveis, de  baixo custo e de base orgânica e ecológica, que gera o interesse em pequenos produtores e extensionistas rurais.  

“Com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – Pibic -, os alunos das instituições de ensino superior e de pesquisa do estado Sergipe, podem realizar seus projetos com todos recursos necessários”, explica o diretor presidente da Fapitec, José Heriberto.

O estudo, que foi finalizado este ano, teve como orientadora, a professora Liamara Perim, e como voluntários, os graduandos Francisco Marcelo Azevedo e Ingrid Santos Figueiredo. Uma das conquistas do projeto foi a premiação na 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada ano passado, em Aracaju. A pesquisa foi escolhida como a melhor na área de ciências agrárias.

Fonte: ASN