Politica & Negócios
OPINIÃO – Que o turismo seja nosso parceiro no desenvolvimento
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[*] Luciano Pimentel

Em Sergipe, a Associação Brasileira de Indústria de Hotéis - Abih - dá atualmente uma aula de competência para todos. A direção de Antônio Carlos Franco Sobrinho é empenhada em levar aos demais estados brasileiros o que representa o nosso Estado - uma iniciativa extremamente necessária, que deve ser um objetivo compartilhado no Brasil como um todo.

Afinal, do que adianta sermos um dos países com uma infinidade de belezas naturais, como destacou o presidente Jair Bolsonaro na última semana, se atraímos apenas 6,5 milhões de turistas por ano, enquanto temos exemplos como Tenerife, uma única ilha do domínio espanhol, que, sozinha, recebe 5 milhões de turistas anualmente?

Falando em Espanha, de um modo geral, foram 82 milhões de turistas num único ano no país. Já na França, o número de visitantes chegou a 84,5 milhões. Eles, os espanhóis e os franceses, conseguem esses números, que trazem muito mais prosperidade para os respectivos países, fazendo o que acredito que precisamos fazer hoje no que nos compete como poder público: fomentando o turismo!

Oitenta e sete bilhões de euros foram levados como divisas para a Espanha com o turismo. O Brasil precisa fomentar também o seu potencial turístico, pois sem sombra de dúvida tem capacidade para receber um dos maiores retornos que a área pode dar.

Ao investirmos aqui em Sergipe no nosso turismo isso trará empregos e renda para a população, assim como receita para os municípios e para o Governo do Estado. O turista aquece o mercado dos restaurantes, do artesanato, da hotelaria, do entretenimento, das lojas de souvenir, enfim, do comércio e do setor de serviços como um todo. Movimenta a economia da capital e do interior.

Creio que temos a infraestrutura, as condições naturais e os atrativos culturais, mas faltam ainda ações mais diretas, entre as quais, as planejadas de divulgação e estratégias para atrair o turista. 

Entre as ações que defendo para este momento, que acredito conter uma maior relevância em resultados práticos, está a de influenciarmos no valor das passagens aéreas, através da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS - sobre querosene de aviação.

Inclusive, levei a proposta para o nosso governador Belivaldo Chagas, tendo ciência de que o combustível na aviação tem um custo bastante significativo - e que ele resulta no preço alto das passagens. Estados que adotaram a medida de reduzir esse ICMS, a exemplo de São Paulo e Goiás, tiveram resultados muito positivos no fluxo de passageiros.

Não vejo por que seria diferente para o nosso turismo. A perspectiva é a de fornecer os mecanismos para que a visita a Sergipe seja ainda mais atraente, tanto para aqueles que vêm conhecer o nosso Estado, quanto para os que desejam revisitá-lo.

Precisamos compreender que, para o turismo fluir, o potencial consumidor leva o custo das passagens em consideração na escolha do seu destino de férias. Contribuir para essa redução de custos torna os valores ofertados pelas companhias aéreas mais competitivos e, consequentemente, atrairá, pela lei de oferta e demanda, um número maior de voos para Sergipe.

Estamos diante de uma enorme capacidade ociosa, uma oportunidade que pode contribuir demasiadamente com o desenvolvimento econômico do Estado, com a geração de novos empregos e com uma maior renda para os nossos conterrâneos.

[*] É deputado estadual.