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Politica & Negócios
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Maria Tereza Andrade

Maria Tereza Andrade é jornalista, graduada pela Unit em 1995, com experiência em veículos de comunicação em Sergipe e no Brasil. No JLPolítica é gestora de Relacionamento. 

Em notas públicas, Governo de Sergipe e empresariado se trombam perante o coranavírus
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Balivaldo Chagas: "Não é verdade que o isolamento social não tem surtido efeito"

"Nota do Governo de Sergipe sobre carta aberta enviada por empresários

O Governo de Sergipe foi alvo de uma carta aberta assinada por empresários do estado e vem, por meio desta nota, fazer alguns esclarecimentos:

Não é verdade que não existe um plano estruturado para combater a Covid-19 que proteja a saúde das pessoas. Esse plano existe e teve construção antes mesmo do registro de primeiro caso no Estado, prova é a ampliação de novos leitos de UTI e de enfermaria, dos protocolos e da regulação que foram implementados para atender os casos provenientes do coronavírus. 

Não é verdade que o isolamento social não tem surtido efeito. Caso as medidas de isolamento não fossem tomadas pelo Governo do Estado no início da pandemia, Sergipe estaria com números de infectados e hospitalizados muito mais alarmantes do que os atuais. 

Não é verdade que não houve diálogo com os representantes do setor produtivo, mas a reivindicação apresentada ao governador na ocasião foi de uma isenção de ICMS que causaria um prejuízo aos cofres públicos de quase R$ 900 milhões, ou seja, algo impensável para um governo que precisa honrar seus compromissos com servidores públicos, fornecedores, repasse para os Poderes e para os 75 municípios, entre outras responsabilidades. 

Com relação aos respiradores que eles alegam que compraram, pelo que consta, ainda não chegaram em Sergipe, e nem um será disponibilizado para o sistema de saúde do Governo do Estado ou de Prefeituras, mas para os Hospitais Cirurgia e Universitário, porém temos certeza que irão ajudar o sistema de saúde como um todo. 

O que a carta aberta dos empresários chama de recuo de abertura de alguns setores sem justificativa técnica, por parte do Governo do Estado, aconteceu exatamente o contrário. 

O Governo, de forma responsável, estava preparando uma abertura ainda maior contendo outras atividades, além das que já estão abertas atualmente, mas devido à orientação dada por cientistas da Universidade Federal de Sergipe, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde, e cientistas de renome internacional, o governador decidiu, por bem, acatar a orientação da ciência, algo que ele vem fazendo desde o início dessa crise. O governador sempre disse que caso fosse preciso recuar nas medidas para preservar vidas, faria sem problemas. 

Desde o início da pandemia, o Governo do Estado vem realizando estudos para permitir que uma série de setores estejam com suas portas abertas nas diversas áreas, a exemplo de lojas de produtos essenciais (supermercados, atacadistas, farmácias, açougues, postos de gasolina), lojas específicas em ruas (óticas, oficinas, material de construção, auto peças), hotéis, pousadas, escritórios de contabilidade e advocacia, construção civil, indústria, atividades agrícolas, incluindo as feiras para dar escoamento à produção rural, entre outras atividades, que foram amplamente divulgadas. 

Com relação a ações concretas para ajudar empresas, que a carta dos empresários alega que não existem, o Governo do Estado ressalta que além de uma série de adequações de ordem tributária que facilitaram a vida das empresas, o Governo intermediou junto ao Banese, linhas de crédito em condições especiais de prazos e taxas de juros, em valores que chegam a R$ 500 milhões para capital de giro e investimentos. 

O Governo do Estado informa que todo o setor de Desenvolvimento Econômico da administração pública estadual é comandado por representante do setor produtivo que indicou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, e os presidentes e corpo técnico de empresas coligadas, a exemplo da Codise, Sergipetec. 

Por fim, o Governo do Estado informa que trabalha com responsabilidade, confia na competência do setor de saúde e reafirma a existência do plano para combater a Covid-19 em Sergipe. Além disso, repudia a forma como a carta coloca essa questão como se houvesse irresponsabilidade e incompetência nessa gestão.

Com relação à retomada e abertura das diversas atividades econômicas em nosso Estado, o Governo do Estado possui uma estratégia, mas entende que neste momento de crescimento da curva de novos casos de contaminação e óbitos, não é adequado sua divulgação e lançamento."

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"Carta aberta aos sergipanos 

O setor produtivo do Estado de Sergipe, representado pelas entidades abaixo listadas, responsável por mais de 300 mil empregos diretos, manifesta sua profunda insatisfação pela ausência de um plano estruturado de combate à Covid-19 que proteja, de forma clara e objetiva, a saúde dos sergipanos e a economia do nosso Estado.

Desde o início dessa crise, os empreendedores sergipanos, a duras penas, acreditando na suposta redução dos impactos da pandemia, têm acatado as medidas de prevenção e combate à propagação do vírus, impostas pelo Governo do Estado, em especial as de isolamento social e suspensão de atividades, mesmo observando que tais medidas não vêm surtindo o efeito propagado.

Os empresários, de forma a contribuir com a sociedade sergipana, somaram esforços para a compra de respiradores para atender a população, a doação de equipamentos hospitalares, o fornecimento de máscaras e outros equipamentos de proteção para os profissionais da saúde, além de campanhas de conscientização através de parcerias com a iniciativa privada, no sentido de melhorar a estrutura de saúde neste momento de pandemia.

Também foram apresentadas pelo setor produtivo, ao Governo do Estado, à Prefeitura de Aracaju e demais prefeituras, uma série de sugestões para a retomada das atividades econômicas, de forma gradativa e com medidas de proteção a colaboradores e o público em geral. No entanto, apesar de toda disposição dos empresários para o diálogo, o Governo de Sergipe implementou e, em seguida, revogou medidas de flexibilização sem apresentar qualquer justificativa técnica, demonstrando total falta de planejamento e prejudicando ainda mais diversos setores da nossa economia, elevando o desemprego, que hoje já atingiu milhares de pessoas em todo o Estado, além da falta de previsibilidade faz com que as empresas não consigam manter seus colaboradores.

Vale destacar que se ações mais concretas voltadas para apoiar às empresas, durante a travessia dessa pandemia, bem como se os poderes públicos continuarem deixando indefinidamente os empresários às escuras, sem nenhuma previsibilidade sobre a retomada das atividades econômicas, infelizmente esse oceano de incertezas gerará ainda mais a destruição de dezenas de milhares de empregos.

Vários setores da economia estão sendo vistos como os grandes vilões propagadores do vírus pelos governantes e órgãos fiscalizadores, será que terá de acontecer uma grave depressão social e econômica para que escutem a nossa voz? Poderá ser tarde demais! Quando teremos uma resposta?

O fato é: a situação atual traz profunda insegurança à sociedade em geral, aos empresários, colaboradores, informais e autônomos, fazendo-se necessária a apresentação urgente de um Plano de Expansão da Estrutura de Saúde para atendimento às vítimas da Covid-19, simultaneamente com um Plano de Retomada das atividades econômicas, com o objetivo de salvar vidas e preservar empregos.

Se um diálogo mais efetivo não for feito urgentemente, priorizando as pautas apresentadas nesta carta, isso custará a prosperidade de vários anos do futuro dos sergipanos, até que se consiga superar essa tragédia que se abaterá sobre trabalhadores e empresários do nosso querido Estado.

Assinam,

Laércio Oliveira
Presidente da Federação do Comércio do Estado de Sergipe

Breno Pinheiro França
Presidente do Sindicato das Empresas Atacadistas do Estado de Sergipe

Marco Aurélio Pinheiro
Presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris de Sergipe Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe

Ivan Sobral
Presidente da Federação de Agricultura do Estado de Sergipe

Edivaldo Cunha
Presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Sergipe

Eduardo Prado
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe

Joaquim da Silva Ferreira
Coordenador do Fórum Empresarial de Sergipe

Paulo do Eirado
Superintendente do Sebrae/SE

Alberto Almeida
Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju

Gleide Selma Santos
Presidente do Sindicato das Empresas Contábeis

Antônio Carlos Franco Sobrinho
Presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis em Sergipe

Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju

Augusto Carvalho
Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Sergipe

Renir Damasceno
Presidente da Federação das Escolas Particulares de Sergipe

Celso Hiroshi
Presidente da Associação Empresarial das Indústrias do Município de Nossa Senhora do Socorro

Geraldo Majela
Presidente da Associação Sergipana das Empresas de Obras Públicas e Privadas

Lincolin Amazonas
Presidente da Associação É de Sergipe

Murilo Melquiades
Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe

Daniela Mesquita
Presidente da Associação Empresarial de Turismo: Sergipe Destination

Saulo Emidio dos Santos
Presidente da Associação de Lojistas do Shopping Jardins"