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Após 50 anos, primeira refinaria privada do país deve ser construída em Sergipe
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AS refinaria terá capacidade prevista para processar 35 mil barris/dia de petróleo

A recém-criada companhia brasileira Noxis Energy obteve, no último mês, a licença ambiental prévia para a implantação de uma refinaria de pequeno porte em Sergipe. A informação foi veiculada esta semana, em matéria no jornal Valor Econômico, segundo a qual essa será a primeira refinaria privada do país, depois de mais de 50 anos.

De acordo com a reportagem, o investimento é de cerca de US$ 700 milhões, e a unidade terá capacidade prevista para processar 35 mil barris/dia de petróleo. A refinaria ocupará uma área de 500 mil metros quadrados, situada em uma região portuária, com localização estratégica tanto para receber o petróleo quanto para fornecer o combustível.

A expectativa é a de que o empreendimento movimente 2,8 milhões de toneladas de petróleo e combustível por ano.

“O plano estratégico da Noxis é produzir e fornecer principalmente óleo combustível utilizado por navios, conhecido como bunker, com baixo teor de enxofre. A exigência para o uso do bunker menos poluente pelas embarcações, estipulada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), entrou em vigor este ano. Além do bunker, a refinaria também produzirá diesel marítimo e nafta”, diz a matéria.

A refinaria ocupará uma área de 500 mil metros quadrados (sendo 350 mil metros quadrados de área útil) contratada junto à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe – Codise -, em Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju. Situada em uma região portuária, a refinaria tem localização estratégica tanto para receber o petróleo quanto para fornecer o combustível. Dessa forma, explica o executivo, a companhia não fica dependente da utilização de infraestrutura logística de outras empresas.

A Noxis busca agora fundos de investimentos interessados em aportar recursos no projeto em troca de uma participação na sociedade. Além disso, a companhia mantém conversas com três grupos de engenharia brasileiros para fechar o contrato de EPC (sigla em inglês para o modelo que inclui a construção, montagem e compra dos equipamentos) da refinaria.

Fontes: Valor Econômico, reportagem de Rodrigo Polito, e ASN