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Politica & Negócios
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Maria Tereza Andrade

Maria Tereza Andrade é jornalista, graduada pela Unit em 1995, com experiência em veículos de comunicação em Sergipe e no Brasil. No JLPolítica é gestora de Relacionamento. 

Marcos Santana: “Nossos moradores têm um perfil de trabalho que pode atrair negócios”
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Marcos Santana: “Queremos nos destacar pela nossa potencialidade turística, cultural e de geração de emprego”

O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, avalia que nestes dois primeiros anos de gestão o desafio foi estrutural. “Precisávamos reestruturar toda a rede de serviços, de limpeza urbana a regularização do abastecimento de água. Durante muito tempo, fomos conhecidos por índices negativos, como a violência. Agora, estamos reconstruindo nossa autoestima”, argumenta. 

Marcos Santana destaca que essa “arrumação da casa” foi fundamental para atingir um ponto central do seu plano de governo: atrair negócios para São Cristóvão.  Nessa linha administrativa, o planejamento inclui a capacitação, a busca de parcerias e o fortalecimento dos segmentos de turismo e cultura - setores estratégicos para a economia local. 

A volta do tradicional Festival de Artes de São Cristóvão - Fasc - após 12 anos de interrupção - e logo no primeiro ano da atual administração - faz parte desse planejamento estratégico para atrair negócios e gerar emprego e renda para a população sancristovense. “A retomada do Fasc é um ganho cultural e econômico para o município e para o Estado”, acredita Marcos Santana.

O gestor sancristovense complementa: “Somos a quarta cidade mais antiga do Brasil, a primeira capital de Sergipe. Veja o exemplo de Ouro Preto, em Minas Gerais, cuja economia tem grande participação do turismo e de atividades ligadas ao setor. Queremos nos destacar pela nossa potencialidade turística, cultural e de geração de emprego”, frisa Marcos Santana. 

Para falar sobre a São Cristóvão de hoje e o que está planejado para a São Cristóvão de amanhã - num olhar mais voltado para a gestão pública da economia e da empregabilidade -, a Coluna Política e Negócios ouviu o prefeito Marcos Santana. Vale à pena acompanhar o que este sancristovense apaixonado pelas tradições culturais da sua terra tem a dizer  – e aqui entra a deixa para esta jornalista reforçar o alcance de um esperança que acredita ser de todos os sergipanos: “Vida longa ao Fasc”. 
    
Política e Negócios - Nestes dois anos de gestão, quais os principais desafios enfrentados para transformar São Cristóvão numa cidade atrativa aos negócios?
Marcos Santana -
Nestes primeiros dois anos o nosso desafio foi estrutural. Precisávamos reestruturar toda a rede de serviços - de limpeza urbana a drenagem e pavimentação; de captação de alunos para a rede municipal a atendimento nos postos de Saúde; o credenciamento de famílias em programas sociais; a regularização do abastecimento de água e do salário dos servidores. Paralelo a isso, iniciamos um trabalho de preparação para atrair negócios, com a capacitação da população por meio do Programa Tempos Novos, de organização dos artesãos e produtores de artigos gastronômicos na São Criativos – Feira de Artesanato. Também realizamos o Fasc, após um hiato de 12 anos.  São ações que resgatam a autoestima do sancristovense e torna a nossa cidade atrativa.
 
Política e Negócios - Cultura, turismo e história são viáveis para a economia e o desenvolvimento do município? Neste aspecto, o que está planejado pela atual gestão?
MS -
O turismo tem várias vertentes, e o histórico e cultural são viáveis sim, principalmente em municípios como São Cristóvão, que carrega arquitetura, vestígios de nossa história e belezas naturais. Somos a quarta cidade mais antiga do país, a primeira capital do Estado. Veja o exemplo de Ouro Preto, em Minas Gerais, cuja economia tem grande participação do turismo e de atividades ligadas ao setor.

Nosso planejamento inclui a capacitação de profissionais ligados ao setor e a inclusão de São Cristóvão no mapa turístico do Estado e da região. Implantamos o calendário de eventos culturais no início do ano já com esse objetivo, de atrair o trade, os visitantes, para que as operadoras de turismo se organizem e vendam nossas atrações. 
 
Política e Negócios – Algo planejado para o turismo ecológico? 
MS -
Também buscamos investimentos para o ecoturismo. Existe um projeto de recuperação do atracadouro do Catamarã, por meio do Programa Regional de Desenvolvimento do Turismo - Prodetur -, que potencializará o ecoturismo. Com a reforma, o atracadouro poderá receber embarcações de Aracaju, ofertar passeios nas ilhas. O retorno do Fasc também integra esse planejamento, assim como o projeto Pôr do Sol, que iniciamos em fevereiro.

Política e Negócios - Qual a importância da retomada do Fasc no planejamento da gestão? O Festival de fato movimenta a economia local?
MS -  
O Festival de Artes de São Cristóvão representa a força da cultura sancristovense e sergipana. A economia local, durante os dias de Fasc, gira em torno do evento. Preparamos nossos comerciantes para melhor atender o público, ofertamos cursos para artesãos e disponibilizamos a São Criativos – Feira de Artesanato para que eles exponham seus produtos. Também firmamos parcerias com a Universidade Federal para cursos de idiomas, tabela nutricional, propostas voltadas para quem vende artigos de culinária agregar valor ao produto com um rótulo mais atraente.  Nesse sentido, a retomada do Fasc é um ganho cultural e econômico para o município e para o Estado, já que movimenta setores do comércio, transporte, aluguéis de temporada, alimentação, bebidas. O Fasc fortalece a nossa cultura, a maior riqueza de um povo, e faz a economia girar.  

Política e Negócios - Como atrair empresas, movimentar a economia e garantir a preservação cultural e o patrimônio histórico do município. Este diálogo é possível?
MS -
Esse diálogo é o sustentáculo do desenvolvimento consciente. Nosso município tem um grande potencial turístico histórico, religioso, rural e tem um grande contingente de mão de obra. Durante muito tempo, fomos conhecidos por índices negativos, como a violência. Agora, estamos reconstruindo nossa autoestima. Queremos nos destacar pela nossa potencialidade turística, cultural e de geração de emprego. Temos conversado com alguns grupos empresariais, a exemplo do Maratá, e estamos confiantes que conseguiremos concretizar essa parceria.

Política e Negócios - São Cristóvão ainda tem o perfil de uma cidade dormitório? Este aspecto dificulta um planejamento estratégico na área de negócios?
MS -
Sabia que temos uma banda com o nome de Cidade Dormitório? Parte de nosso município ainda tem esse perfil de dormitório sim, principalmente, na região do Eduardo Gomes e Rosa Elze, mais próxima a Aracaju. Essa característica não dificulta o planejamento estratégico porque, se analisarmos, significa que nossos moradores têm um perfil de trabalho que pode atrair negócios. São pessoas capacitadas que exercem suas funções em outra localidade pela limitação do mercado de trabalho local. Por esse ângulo, podemos atrair negócios capazes de absorver essa mão de obra.