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Politica & Economia
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Saumíneo Nascimento

Saumíneo Nascimento é economista, bancário de carreira pelo BNB e diretor-Executivo do Grupo Tiradentes. 

Panorama econômico de Sergipe a partir do Cadastro Central de Empresas
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Pelo CEMPRE, Sergipe concluiu o ano de 2017 com 29.274 empresas

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE -, o Cadastro Central de Empresas - CEMPRE - é formado por empresas e outras organizações e suas respectivas unidades locais formalmente constituídas, registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ.

Sua atualização ocorre anualmente, a partir das pesquisas econômicas anuais do IBGE, nas áreas de Indústria, Comércio, Construção e Serviços, e de registros administrativos, como a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS.

As informações disponibilizadas pelo IBGE referem-se às empresas e às unidades locais que no ano de referência estavam ativas no Cadastro. O ano de referência mais recente é o de 2017 - e será nesta base de dados que analisarei alguns dados das empresas em Sergipe.

Pelo Cadastro Central de Empresas, o Estado de Sergipe concluiu o ano de 2017 com 29.274 empresas, apresentando uma redução de 516 empresas em relação ao ano anterior. As atividades que apresentaram queda na quantidade de empresas foram as seguintes: agricultura e pecuária (caiu de 165 para 163 empresas), indústrias extrativas (caiu de 90 para 85 empresas) e indústrias de transformação (caiu de 2.156 para 2.071 empresas).

Ainda empresas de água/esgoto/atividades de gestão de resíduos (caiu de 47 para 39 empresas), comércio de reparação de veículos (caiu de 12.458 para 12.184 empresas), transportes/armazenagens (caiu de 1.014 para 994 empresas), alojamento/alimentação (caiu de 1.721 para 1.686 empresas), informação/comunicação (caiu de 509 para 504 empresas), administração pública/defesa/seguridade social (caiu de 334 para 287 empresas), artes/cultura/recreação (caiu de 493 para 467 empresas) e outras atividades de serviços (caiu de 2.367 para 1.978 empresas).

Destaque-se que tivemos atividades que apresentaram crescimento na quantidade de empresas e foram as seguintes: eletricidade e gás (subiu de 7 para 9 empresas), construção (subiu de 1.282 para 1.340 empresas), atividades financeiras/seguros (subiu de 252 para 265 empresas), atividades imobiliárias (subiu de 365 para 376 empresas), atividades profissionais científicas e técnicas (aumentou de 1.481 para 1.552 empresas), atividades administrativas e serviços complementares (aumentou de 2.327 para 2.330 empresas), educação (aumentou de 1.381 para 1.441 empresas) e saúde humanas e serviços sociais (aumentou de 1.341 para 1.503 empresas).

Esses movimentos de redução de quantidades de empresas e aumento de empresas nos setores compõe a reorientação produtiva do Estado. Mas é importante diferenciar as quantidades de empresas em relação à quantidade de unidades produtivas, pois uma empresa pode possuir mais de uma unidade produtiva.

Assim, analisando a quantidade de unidades produtivas, verificou-se que o estudo do IBGE apontou uma redução de 33.476 unidades produtivas para 33.045 unidades, uma redução de 431 unidades produtivas. Com isso, a média de unidades produtivas por empresa em Sergipe manteve-se na média de 1,12.

A notícia boa é que mesmo caindo o número de empresas e o número de unidades produtivas ocorreu o aumento de pessoal ocupado, e este é um indicador muito importante para o desenvolvimento econômico do Estado de Sergipe.

O pessoal ocupado nas empresas cadastradas pelo CEMPRE aumentou de 2016 para 2017 de 398.288 para 404.987 pessoas, um aumento de pessoal ocupado de 6.699 pessoas.

As cinco atividades que possuem as maiores quantidades de pessoas ocupadas são:  administração pública/defesa, com 96.578 pessoas; comércio de reparação de veículos, com 92.980 pessoas;  saúde humana e serviços sociais, com 41.711 pessoas; indústria de transformação, com 38.223 pessoas; e atividades administrativas e serviços complementares, com 31.705 pessoas.

As atividades que mais aumentaram o número de pessoas ocupadas entre 2016 e 2017 foram: saúde humana e serviços sociais (aumento de 16.643 pessoas); educação (aumento de 1.778 pessoas); transporte e armazenagem (aumento de 323 pessoas); água/esgoto (aumento de 314 pessoas); atividades financeiras (aumento de 134 pessoas) e alojamento/alimentação (aumento de 104 pessoas). Vê-se que mesmo em algumas atividades que tiveram redução no número de empresas e de unidades ocorreu aumento de pessoal ocupado.

E o lado ainda mais interessante para o conhecimento da dinâmica do consumo e melhoria da qualidade de vida é a variação do salário médio mensal das pessoas ocupadas. Ocorreu uma pequena variação positiva de 2016 para 2017 de uma média de 2,4 salários mínimos para 2,5 salários mínimos.

As cinco melhores médias de salários são dos seguintes setores: água/esgoto/atividades de gestão de resíduos (4,9 salários mínimos); administração pública e atividades financeiras (ambas com 3,9 salários mínimos); educação (3,5 salários mínimos); saúde humana e serviços sociais e atividades profissionais científicas (ambas com 2,5 salários mínimos). A atividade com a menor média de remuneração é alojamento e alimentação (1,3 salário mínimo).

Registre-se que não foi possível fazer comparação da evolução da variação da remuneração de algumas atividades que possuíam remuneração melhores, por falta de dados em 2017, a exemplo de: indústrias extrativas (4,1 salários mínimos em 2016), eletricidade e gás (3,2 salários mínimos em 2016) - caso não tenhamos tido variações significativas estas atividades estarão entre as maiores remuneração média do Estado de Sergipe.

Esses dados oficiais do IBGE sinalizam o panorama empresarial oficial do Estado de Sergipe e suas respectivas dinâmicas quantitativas nesta base que é o CEMPRE.

Foto: ASN