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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Ulices Andrade para governador de Sergipe em 2022
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Ulices Andrade: voltaria à ribalta das disputas?

Calma aí: isso não é título de um desses santinhos, nem dos antigos cartazes eleitorais que se pregam nas casas dos eleitores em época de eleição. Nem muito menos é propaganda eleitoral fora de época. 

Ulices Andrade para governador de Sergipe em 2022 é um sentimento que diversos setores da política sergipana têm externado como algo que estaria incrustrado na vontade, na tez política existencial do próprio sujeito que dá título a esta nota.

Ou seja, Ulices Andrade, que acabou de fazer 64 anos, no fundo dos seus desejos mais à flor da pele, estaria escarafunchando meios e possibilidades de pegar o boné e arribar do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, de onde é conselheiro desde outubro de 2010.

Ulices deixaria para lá 11 ou 10 anos que lhe restariam até cair na lei da bengala e da aposentadoria aos 75 anos lá em 2029, e voltaria para à política partidária, às disputas eleitorais, que sempre foram a verdadeira casa dele.

Sim: antes de chegar no TCE em 2010, Ulices Andrade obtivera cinco mandatos de deputado estadual e, em nome deles, havia sido secretário de Estado e fora de líder do Governo a presidente da Alese por duas vezes.

 

Os que empunham a bandeira de que Ulices estaria por um triz de deixar o TCE para voltar à casa da política alegam uma série de condições para que ele assim o proceda. A primeira delas, é a de que Ulices é um animal demasiadamente político.

A outra, seria - derivada do animal político que é o “velho” Ulices - o senso de oportunidade que este personagem da política, improvisado em técnico do TCE, estaria a ver na cena eleitoral contemporânea do Estado.

Estas oportunidades estariam simbolizada num fim de ciclo de uma geração inteira, com as aposentadorias de João Alves Filho, Maria do Carmo, Albano Franco, Antonio Carlos Valadares, Jackson Barreto, Almeida Lima, Belivaldo Chagas (que não pode ir à reeleição em 2022), João Augusto Gama, Luiz Mitidieri, Jerônimo Reis, ou as saídas de cena por fatalismos, como o que se dera com Marcelo Déda e José Eduardo Dutra, falecidos precocemente.

Os que se abeiram mais proximamente de Ulices Andrade dizem que ele, apesar da dedicação plena e respeitosa que tem ao TCE, nunca matou o diabo da mosca azul da política que circula no seu sangue - o que é natural, posto que a política, essa cachaça quase Pedra 90, é algo mais difícil de dela sair do que de nela entrar.  

Esses “próximos” - e são suspeitos exatamente por serem próximos - dizem que as articulações de Ulices Andrade junto à classe política sergipana vão muito bem, obrigado. Que os seus quase 10 anos fora da ribalta eleitoral não o desterraram. Restaria consultar o povo, pra saber se no seio dele é assim que ele se encontra.

Aliás, restaria, também e sobretudo, consultar ao próprio UIices Andrade para saber o que de fato há de procedência nesse “Ulices Andrade para governador de Sergipe em 2022”. Essa Coluna Aparte até faria essa consulta. Tem até razoável interlocução com ele, embora seja fechado.

Mas isso que você está a ler, leitor, é uma análise, e claro que análises são coisas por conta e risco dos próprios analistas. Logo dispensam confirmação ou negação. Aqui especificamente se escreve com base num “se diz quê”.

Como um dos cabras mais cismados e desconfiados da política sergipana, Ulices certamente não diria e nem desdiria palavras que pudessem aumentar ou diminuir as conjecturas dos que o veem se aposentando precocemente e lançando seu nome “para governador de Sergipe em 2022”. Então fica o dito.