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Propaganda & Negócios
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Lúcio Flávio Rocha

Lúcio Flávio Rocha é graduado em Propaganda e Publicidade pela Unit e atua na área há quase 20 anos. Assina esta mesma coluna também no Cinform.

Empresários malvadões?
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Tive o desprazer de ler neste fim de semana um tweet de um pseudo-comentarista-de-todas-as-coisas, um jovem que não tem mulher, não tem filho, não tem família, não tem nível superior e muito menos especialização em absolutamente nada, mas com seus 30 anos acha-se no direito de questionar o lucro de uma empresa pelo simples fato da mesma ter comunicado a lamentável notícia da demissão de um grande contingente de funcionários.

Não bastava a dureza dessa triste informação, mas o filósofo de banheiro precisava tentar lacrar em cima disso. Numa espécie mórbida de caça likes.

As redes sociais permitem isto: o benefício da liberdade de expressão está à disposição até para os imbecis “especialistas em nada” que ousam querer opinar sobre o dinheiro e vida alheia. Invejosos que não se contém diante do sucesso e riqueza dos outros. E ainda possuem uma legião de seguidores.

Dos quase 210 milhões de brasileiros, aparentemente 18% da população dá ouvidos a esse falastrão. 37 milhões de seguidores em um canal e 12 milhões em uma rede social. Se os números forem reais, tem muito pai desatento ao lixo que seus filhos estão consumindo na internet.

O que leva a empresários brasileiros suportarem tanto escracho público de forma silente, passiva, quase canônica? Não é chegada a hora dos homens de negócios exigirem mais respeito com quem de fato sustenta este país. A cada agressão, a cada ofensa, a cada palavra caluniosa, uma resposta dura à altura.

Durante anos tivemos no Executivo Federal a predominância de uma corrente ideológica que pregava o ódio a empresários, patrões, e demonizavam o lucro. Vivemos anos de condenação pela meritocracia, pelo sucesso, pela prosperidade. Sindicatos se respaldavam em um Governo que acreditava que o “nós contra eles” o tornava mais forte. E nisto, empresários ganharam a pecha de exploradores e gananciosos.

Mal sabem esses inquisidores que a maioria absoluta dos empreendedores deste país se configuram como micro e pequenas empresas, sustentadas com muito suor por verdadeiros heróis. Homens e mulheres com renda muito inferior ao que imagina a vã filosofia desses pseudo intelectuais de facebook. Intelectuais que certamente sequer sabem a diferença entre faturamento e lucro.

A partir desta constatação, o meu xará, o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, lançou o Movimento Brasil200. Um movimento inicialmente de empresários que pretendia exigir do poder público o devido respeito e da imprensa, a devida consideração com quem gera a riqueza do país.

Com tanto empresário indignado, era inevitável o rápido crescimento do grupo, que hoje se tornou instituto e tem núcleos em todo o país, inclusive em Sergipe. E assim empresários passaram a protagonizar as discussões mais importantes do país.

Estamos vivendo um momento bastante difícil para empreendedores, que também são pais de família, e até mesmo para os trabalhadores do país. Muita incerteza, poucas perspectivas. Não é justo que se ressuscite nestes tempos um discurso de ódio tão empoeirado e cafona contra quem produz neste país. Não é honesto empurrar a fatura para a classe produtiva.

A guerra de narrativas que se formou, sugerindo que seria possível discutir vidas se opondo a economia é a maior falácia desta pandemia. Uma mentira desonesta, leviana, maldosa de irresponsáveis que não enxergam que é impossível tratar a saúde sem pensar nos recursos, que é ilógico falar em vida sem pensar em sustento, que é impraticável imaginar um estado sem atividade econômica.

Não existe este engodo de “vidas x economia”, “cpf x cnpj”, falecidos x falidos”. Isto é desonestidade intelectual. Não há como separar áreas interdisciplinares que coexistem e se completam no aspecto da nossa vida em sociedade.

Que os empresários de Sergipe saibam do seu valor, assumam a sua importância e reivindiquem o respeito que merecem. O Estado está ao nosso serviço, e não o contrário. Não assumam a carapuça fake de genocidas e insensíveis. Este discurso pirata já não cola mais. Refutem, combatam, se imponham! Somos mais fortes do que imaginamos!

MALVADÕES?

Nunca se viu tanto empresário fazendo iniciativas de ação social, mesmo em tempos tão difíceis. Aqui nesta Coluna, nas edições anteriores, já registramos várias destas iniciativas. Como novos exemplos, trazemos desde o engajamento extraordinário do consultor de marketing, Thiago Martins, em campanhas de arrecadação, passando pela doação da empresa Lunat fornecendo seu produto GuaraMix para ser distribuído junto a quentinhas para moradores de rua.

Sem falar na The Black Beef, do publicitário Alexandre Wendel, que doou lanches para profissionais de saúde. E se falarmos dos inúmeros respiradores comprados através de diversas entidades empresariais reunidas lideradas pela Fecomércio? Uma verdadeira fortuna milionária doada para salvar vidas. Que gente má!

BRASIL 200

O Núcleo Brasil200 de Sergipe existe desde fevereiro de 2018 e é uma referência de ações, iniciativa e produtividade. Possui cerca de 200 participantes de todas as esferas da sociedade, especialmente empresários, e pretende atuar fortemente na eleição de representantes liberais neste próximo pleito, que defendam os pequenos empresários e toda classe produtiva.

Siga o grupo nas redes sociais e solicite participação nas reuniões e grupo de whatsapp. O endereço no instagram é o @brasil200sergipe

LIVE

Nesta semana estaremos estreando uma série de lives com amigos da área de marketing, propaganda e negócios, para que possamos discutir o futuro das empresas em tempos pós-pandemia. Divulgarei o calendário dos bate-papos em meu perfil no instagram no endereço @luciofmrocha. Me segue lá, vai ser muito rico!

MASCARADOS I

Muito bacana a iniciativa da Prefeitura da Capital de distribuir máscaras nos terminais de integração, para quem não as tinha para subir ao ônibus. Uma medida acertada e relevante.

MASCARADOS II

Quem também recebeu máscaras foi o monumento com estátuas em frente ao museu da gente sergipana. Não sou tão fã deste tipo de ação, mas acho que merece o justo registro. A iniciativa criativa foi do Banese.

DE SERGIPE

Bastante pertinente e interessante a campanha provocada pelo grupo “É de Sergipe” para que, em um dia das mães tão difícil, os sergipanos comprassem os seus presentes em empresas da terra. Me rendi ao apelo e fiz meu dever de casa direitinho. Gostei! Parabéns, Lincolin Amazonas.

APOIE

Nesta mesma linha o Instagram lançou o novo Sticker (adesivo de Stories) batizado de “Apoie as pequenas empresas”. A intenção é criar uma rede de indicações valorizando o consumo nos pequenos locais durante esta pandemia.

Ao ser adicionado a uma foto ou vídeo e publicado na história, o novo adesivo mostra as três últimas publicações do perfil marcado e, ao ser tocado, permite que seguidores visitem o perfil ou sigam a empresa.

Lembre-se: a intenção não é que a própria empresa faça autopromoção, mas que os seus clientes a recomendem. Faça a coisa certa! Dica da publicitária Nathalie Fontes!

FAKE NEWS

Circulou, nas redes sociais e aplicativos de mensagem, um acidente que vitimou um trabalhador por choque elétrico. Nas correntes e encaminhamentos as pessoas vinculavam o acidente a uma empresa, quando na verdade ele estava relacionado ao seu vizinho.

Para conter a viralização, o estabelecimento precisou emitir uma nota em seus canais de comunicação, para deixar o assunto esclarecido. A empresa, de marca forte e conceituada, aproveitou a oportunidade para se solidarizar com a família da vítima. Agiu rápido e de forma humana e inteligente.

DEVEDOR

A Coluna recebeu a informação que o Governo do Estado e alguns dos seus órgãos há anos vêm prejudicando o mercado publicitário, contratando diversos fornecedores de mídia sem ter recurso para pagar.

Tive conhecimento de dívidas com mais de três anos de atraso, fornecedores que já não confiam mais em prestar serviços para o Estado e até pequenas empresas que chegaram a falir de tanto esperar pelo pagamento que lhes era devido.

PARA REFLETIR

“Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” Mateus 22:19-21.