YoutubeFacebookTwitterInstagram
Propaganda & Negócios
Author 404a62ad2eacd74d
Lúcio Flávio Rocha

Lúcio Flávio Rocha é graduado em Propaganda e Publicidade pela Unit e atua na área há quase 20 anos. Assina esta mesma coluna também no Cinform.

Luto pelas pessoas e pelos CNPJs
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
B77b3d834bc7a71a

Esta semana, os governantes de Sergipe manifestaram luto pelas vidas lamentavelmente perdidas nesta pandemia. Me somo e faço coro a esta manifestação e aproveito para me solidarizar também pelas perdas de empregos e empresas desses tempos. Empresários infelizmente haverão de enfrentar tempos ainda mais duros e difíceis em Junho. Não é o tipo de artigo que gosto de escrever, mas é a dura realidade.

Isso ocorrerá especialmente por conta do encerramento do programa de suspensão temporária de contratos de trabalho, do Governo Federal, que segurou milhões de empregos de brasileiros. A questão é: a folha de pagamento é um dos maiores custos fixos de uma empresa no Brasil atualmente. Independente de lados políticos ou ideológicos, foram o Guedes e o Bolsonaro os grandes heróis dos empregos até então, através dessa Medida Provisória.

Mas agora a realidade é a de que as empresas continuam fechadas, graças a decretos de restrição completamente questionáveis e inconstitucionais, e não há perspectivas concretas e oficiais ou sequer um plano de abertura oficial, por parte dos estados e municípios.

Ou seja, a ajuda do Governo Federal acabou e as lojas continuarão sem faturamento e, em sua maioria, sem crédito, mesmo as de um Estado que possui um banco pra chamar de seu. Com qual recurso os empresários pagarão então os salários de junho? De onde brotará esse dinheiro?

É importante lembrar que, apesar de todo esforço do Governo Federal em pagar salários durante este tempo, não houve sequer nenhum tipo de apoio aos empresários por parte do governo estadual e das prefeituras. Nada. “Falidos trataremos depois”, esta foi a fala do executivo estadual. A partir de junho estaremos sentindo de forma ainda mais dura as sequelas desta omissão.

Em Sergipe, hotéis foram autorizados a abrir, mas muitos sequer receberam hóspedes. Não haviam voos, não havia quem quisesse passear num Estado trancado “em casa”. Afinal: os turistas iriam a qual barzinho ou restaurante? Em qual museu ou centro de convenções? Em qual shopping ou cinema? Até praia e praças estão com visitações proibidas.

Virão fazer o que em Sergipe? Ficar no quarto do hotel? Não é difícil entender o motivo de que alguns empreendimentos hoteleiros estão previstos para reabrir as suas portas somente em 2021.

Outro problema gravíssimo é o dos lojistas de shopping center. Há muitos, não poucos, muitos mesmo, que não abrirão mais. Fala-se que, somente em Aracaju, há cerca de 200 lojas que fecharão as suas portas dentre os três shoppings da capital. Imaginem o impacto disto em empregos diretos e indiretos.

A corda da quarentena esticou tanto que já não há mais “estoque de oxigênio” suficiente para manter o negócio de pé. Tal qual uma bicicleta que está no embalo, sem novas pedaladas para a engrenagem girar, a tendência dela é cair. O que fazer?

Estoques deteriorando, contas se acumulando e nenhuma luz no fim do túnel: Está na hora de os empresários se prepararem, inclusive juridicamente, para tempos sombrios.

Tão triste quanto isso tudo é ver que há aqueles que ainda mantêm a cultura do ódio aos empresários, que estão insensíveis a este cenário, achando que toda essa preocupação é apenas ambição por lucro. Lamentável é ver alguns destes com sorrisinho sarcástico de canto de boca torcendo pelo pior. É preciso mudar a mentalidade de nós contra eles em nosso país.

Solidarizo-me com as vítimas da Covid que nosso Estado perdeu. Uma tragédia para cada família. Mas me dou a liberdade de lamentar também, nesta Coluna empresarial, pelas empresas vítimas desta quarentena, que trarão sequelas dolorosas para as vidas de milhares de sergipanos, donos e funcionários. Meu mais profundo respeito aos CNPJs perdidos.

ENTIDADES EMPRESARIAIS

Na semana passada, mais de 20 entidades empresariais se reuniram para apresentar ao governador do estado e ao prefeito da capital, sugestões e considerações para a retomada segura e gradativa das atividades comerciais.

O documento propõe normas de funcionamento, agrupamento de categorias e até sugestões de horários. A construção da proposta foi feita mediante diversas reuniões na sede da Federação do Comércio.

RESPIRADORES

Inclusive vale o registro de que foi a Fecomércio, através da mobilização de seu presidente, Laércio Oliveira, que organizou diversas entidades e empresários sergipanos para arrecadação de recursos para aquisição de respiradores.

A ação conseguiu arrecadar um total de R$ 1,7 milhão que conseguiu viabilizar a compra de 20 respiradores direcionados para o hospital Cirurgia. O Sistema Comércio está engajado também no programa de doação de alimentos Mesa Brasil, que tem ajudado a atenuar os efeitos da pandemia na vida dos mais vulneráveis.

MÁSCARAS PARA DETENTOS

Numa excelente iniciativa, o Senac promoveu a produção de 2 mil máscaras de proteção através de seu curso de moda. As máscaras foram confeccionadas por alunos e colaboradores através de sobras de tecido e de demais materiais do curso e serão doadas para o sistema prisional do estado. Golaço.

DICAS GASTRÔ

Em tempos de pedidos de refeições à distância, por delivery, uma boa sugestão é acompanhar as dicas de um perfil especialista na gastronomia sergipana, o famoso Traz a Conta. Textos divertidos, por vezes ácidos ou sarcásticos, mas sempre inteligentes, nos trazem a segurança de boas indicações de estabelecimentos e pratos.

Não há dúvida do sucesso do famoso TAC: mais de 77 mil pessoas seguem as suas dicas. Não deixe de seguir: @trazaconta

INTERNET

As pessoas jurídicas com atuação nas redes sociais e os profissionais especialistas nesta área estão assustados com o projeto de lei do senador Alessandro Vieira, Cidadania, que prevê a limitação do alcance e regulação de conteúdo das redes sociais.

Há um misto de surpresa e frustração de um projeto desta natureza ter vindo exatamente de um político que se elegeu por conta da força da internet. O precedente é extremamente perigoso.

PARA REFLETIR

“E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales;
Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade”. Atos 18:9,10